Escola usada por assessora de Kleybe Morais em fraude vai denunciar caso à Polícia Federal

Postado em: 21-05-2022 às 07h14
Por: Yago Sales
Após reportagem do jornal O Hoje, servidora foi afastada do gabinete do vereador Kleybe Morais; SME analisa documentos para identificar fraude na venda ilegal de diplomas | Foto: Pedro Pinheiro

Depois que soube da falsificação de diplomas usando modelos do Instituto Nacional de Aperfeiçoamento Profissional, que oferece cursos livres no site Só Educador, o proprietário, Carlos Henrique de Sousa Barros, disse que os advogados vão denunciar o caso à Polícia Federal (PF) de Goiânia.

Reportagem do jornal O Hoje revelou em reportagem publicada dia 19 de maio que a servidora comissionada Nubia Pereira da Silva Ribeiro cobrava R$100 por diploma falso de pós-graduação dentro do gabinete 10 do vereador Kleybe Morais (MDB) na Câmara Municipal de Goiânia. O parlamentar disse que a servidora foi afastada das funções. 

O documento adulterado, que foi negociado e comprado pela reportagem, era da escola de Carlos Henrique, que funciona no Ceará. “É com complexa indignação que recebemos o fato ocorrido, pois afeta diretamente uma empresa que atua no mercado. Essa empresa tem como fundamento a transparência e o desenvolvimento de um trabalho que busca beneficiar profissionais por meio da tecnologia”, disse ele à reportagem no início da noite de sexta-feira (20).

Em uma nota redigida com participação do setor jurídico da escola, esclarece que a instituição não possui nenhum representante em Goiânia e a única forma de obter acesso ao serviço é por meio da nossa plataforma. 

A nota destaca ainda que a servidora, nomeada no gabinete do vereador Kleybe Morais, “utilizava-se do nome da plataforma e dos cursos da Só Educador (pertencente ao grupo INCI) falsificando certificados, alterando nome, conteúdo programático e data de conclusão destes, a fim de vendê-los para os candidatos que foram aprovados no certame e necessitavam de certificação de especialização (pós graduação)”. Como revelou a reportagem, a adulteração era feita em documentos vendidos para professores que não tinham diploma de pós-graduação, exigido no processo seletivo 001/2021 da Secretaria Municipal de Educação. 

Na quinta-feira, a advogada Albanita Máximo, que representa a Associação Nacional dos Aprovados em Concursos Públicos, disse que vai pedir a suspensão do processo seletivo por suspeita de irregularidades a partir da falsificação e venda de certificados que podem ter beneficiado alguns dos convocados pela SME. A pasta informa que continua averiguando a documentação e, caso identifique algum caso específico, o professor deverá ser exonerado.

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