Interlocutores apostam em candidatura de Marconi ao governo

Fontes próximas ao ex-governador confirmam que evento deve ser mantido para o próximo dia 16

Postado em: 11-07-2022 às 08h53
Por: Felipe Cardoso
Fontes próximas ao ex-governador confirmam que evento deve ser mantido para o próximo dia 16 | Foto: Reprodução

Entre os integrantes do alto escalão do PSDB, o comentário é que o até então propenso candidato ao governo goiano, Marconi Perillo, está decidido a firmar posição na corrida ao Palácio durante o encontro do partido no próximo dia 16 de julho. Marconi não teria, segundo fontes consultadas pela reportagem, publicizado a decisão nem mesmo aos mais  próximos. Porém, quem o conhece de perto, especialmente aqueles que estiveram ao seu lado ao longo de seus quase 20 anos de governo, não titubearam ao afirmar que Marconi é “candidatíssimo”. 

Há tempos, o tucano demonstra que irá, de fato, brigar para desbancar o governador Ronaldo Caiado (UB) — apesar de esconder o jogo na maior parte do tempo. Conforme mostrado pelo O HOJE em reportagens anteriores, o tucano fez cumprir seu discurso de que só divulgaria sua decisão em julho — prazo máximo para definição, por sinal. No entanto, muitos dos seus movimentos já vinham chamando a atenção dos grandes players da política. 

Interlocutores relatam que os ânimos para a disputa ficaram ainda mais acalorados depois que o ministro Gilmar Mendes declarou a incompetência da Vara Criminal Federal de Goiás e anulou a operação deflagrada contra o ex-governador e seu grupo político às vésperas das eleições de 2018. 

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Conforme mostrado pelo O HOJE no começo de junho, diversos são os fatores que atestam a inclinação de Marconi ao cargo do Executivo. Primeiro que ainda nas prévias do partido, especificamente durante a passagem do ex-senador Arthur Virgílio (PSDB/AM) pela Capital, Marconi fez um primeiro discurso caloroso para a militância.

Na ocasião, o tucano afirmou sem titubear: “O PSDB terá candidato próprio”. A frase que ficou marcada no inconsciente dos goianos. Mais tarde, o ex-governador, ao ser questionado durante passagem pela Câmara Municipal de Goiânia, no início de junho, sobre uma possível composição com o PT goiano disparou: “Isso não está sendo discutido por uma questão muito simples: O PT tem candidato ao Governo de Goiás e o PSDB também terá”.

Neste caso, apesar de dilacerado ao longo dos últimos anos, é válido ressaltar que não restou ao tucanato nomes consistentes o suficiente para a corrida senão o de seu próprio líder. O PSDB ainda sofre com a sequência de baixas sofridas a partir de 2018. A conclusão, ante aos que restaram, é que não há outro player forte para bancar uma candidatura ao governo além de Marconi.

Outro detalhe que tem enchido os olhos do ex-governador, diz respeito à oposição. Uma grande expectativa foi gerada acerca do nome do ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, na reta final de 2021. O cenário apontava para o nome de Gustavo como o grande adversário do governador. De lá para cá, as composições, no entanto, não foram as mais assertivas.

Enquanto de um lado o governadoriável patinava na escolha de seu ninho e formação de bases, do outro o governador asfixiava Mendanha aglutinando o máximo de siglas ao seu projeto de reeleição. Com isso, o crescimento de Mendanha foi aquém do esperado. O lançamento de Vitor Hugo (PL) como candidato do presidente Bolsonaro na corrida, só piorou a situação ao dividir a oposição e inibir ainda mais o tímido crescimento mendanhista. Em paralelo, isso ajudou na abertura do espaço marconista. 

O líder tucano se destacou também ao intensificar sua agenda no interior do estado. Diversos encontros regionais apontavam para um cenário onde Marconi poderia mergulhar de cabeça. O tucano passou ao longo dos últimos meses por regiões estratégicas do estado assim como Caiado — assim como fez contra Iris Rezende em 1998 quando virou o jogo e terminou vitorioso.

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