Evento deve reunir 150 lideranças femininas em Formosa para discutir representatividade na política

O encontro deverá discutir meios para promover a maior participação das mulheres na política, que ainda avança timidamente no Brasil.

Postado em: 11-07-2022 às 19h34
Por: Ícaro Gonçalves
O encontro deverá discutir meios para promover a maior participação das mulheres na política, que ainda avança timidamente no Brasil | Foto: Divulgação

Cerca de 150 lideranças femininas são esperadas no Encontro Regional PP Mulher, evento que será promovido pelo Partido Progressistas (PP) nesta terça-feira (12/7) na cidade de Formosa. O encontro deverá discutir meios para promover a maior participação das mulheres na política, que ainda avança timidamente no Brasil.

A baixa representatividade feminina é visível, por exemplo, na Câmara dos Deputados. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2021 apontam que desde 1933, quando as mulheres conquistaram o direito de serem eleitas, elas ocuparam somente 266 cadeiras na Câmara, enquanto homens já somam cerca de 7.333 deputados, incluindo suplentes.

Participará do encontro o pré-candidato ao Senado Alexandre Baldy, presidente da sigla, e a secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama de Formosa, Caroline Marques, que será a anfitriã do encontro. “Precisamos fomentar a participação das mulheres no cenário político. As vezes não temos noção do tamanho da nossa capacidade de fazer a diferença na vida das pessoas. E na política podemos fazer muito por elas”, defende Marques.

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Em outra edição do evento, promovido no mês de abril em Anápolis, o encontro contou com a participação de mais de 200 mulheres entre lideranças políticas, prefeitas, vice-prefeitas e pré-candidatas a deputadas estadual e federal. A sigla pretende levar a agenda de encontros com lideranças femininas por regiões estratégicas do Estado.

Fraudes à lei de cotas

Como já mostrado pelo O Hoje, a lei de cotas e a destinação de parte do fundo eleitoral para candidaturas femininas foram avanços importantes na legislação eleitoral, mas por si só não garantem maior representatividade na política. Para tentar alavancar essas candidaturas e levar mulheres a, de fato, ocuparem as cadeiras de poder, os núcleos femininos dos partidos traçam estratégias de preparação e divulgação.

Além da falta de espaço em partidos ainda resistentes às candidaturas femininas, algumas siglas ainda cometem fraude à cota de gênero. Chamada de “candidaturas laranjas”, o artifício é usado para contornar as leis relativas à participação feminina na política, tanto para desviar a transferência de fundos para campanhas de outros candidatos quanto para preencher a cota mínima de 30% de candidaturas de mulheres.

Em Goiás, outros partidos como o MDB, o PSDB e o PT têm criado estratégias, como a promoção de seminários e outras atividades preparatórias para atrair a participação feminina.

Leia também: Mulheres discutem estratégias para as candidaturas femininas

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