Oposição pede investigação de Bolsonaro por crime contra instituições

Parlamentares foram no STF após apresentação de presidente a embaixadores com mentiras e ataques.

Postado em: 19-07-2022 às 14h12
Por: Luan Monteiro
Parlamentares foram no STF após apresentação de presidente a embaixadores com mentiras e ataques. | Foto: Reprodução

Partidos da oposição pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente, Jair Bolsonaro (PL), seja investigado por crime contra as instituições democráticas. O pedido ocorre um dia após Bolsonaro repetir teorias da conspiração sobre as urnas eletrônica a embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada.

O pedido ao STF é assinado por parlamentares de PT, PSOL, PC do B, PDT, Rede, PSB e PV. No documento, as legendas afirmam que o mandatário não pode “usar do cargo de Presidente da República para subverter e atacar a ordem democrática, buscando criar verdadeiro caos no país e desestabilizar as instituições públicas”.

Além dessa ação, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) ingressou junto ao seu partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente e também contra o Facebook com um pedido de remoção do vídeo no qual Bolsonaro fez a apresentação.

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Na última segunda (18), Bolsonaro realizou uma apresentação a embaixadores estrangeiros onde tentou desacreditar o sistema eleitoral, e promoveu novas ameaças golpistas, além de atacar ministros do STF.

O chefe do Executivo concentrou suas críticas nos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Fachin é o atual presidente do TSE. Barroso presidiu a corte eleitoral, e Moraes deve comandar o tribunal durante as eleições.

Bolsonaro acusou o grupo de querer trazer instabilidade ao país, por desconsiderar as sugestões das Forças Armadas para modificações no sistema, a menos de três meses da disputa. “Por que um grupo de três pessoas apenas quer trazer instabilidade para o nosso país, não aceita nada das sugestões das Forças Armadas, que foram convidadas?”, disse.

Em vários momentos, o mandatário tentou desacreditar os ministros, relacionando especialmente Fachin e Barroso ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula lidera as pesquisas de intenção de voto, a menos de 80 dias das eleições presidenciais. Bolsonaro está em segundo lugar, com 19 pontos de diferença, segundo o Datafolha.

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