Com desistência de Lissauer, PSD pode bancar Vilmar Rocha para o Senado

Presidente estadual do partido é visto como melhor nome para assumir depois da segunda debandada do partido

Postado em: 04-08-2022 às 08h01
Por: Redação
No documento, Lissauer também pontuou que acredita que “tudo tem o tempo e a hora certa para acontecer” | Foto: Reprodução

Izadora Resende 

A desistência do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, à pré-candidatura ao Senado Federal foi confirmada por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira (03). No texto encaminhado à imprensa, uma das justificativas apontadas por Lissauer para não dar prosseguimento a esse projeto diz respeito ao lançamento das chamadas “candidaturas isoladas” ao Senado. 

“Ocupei o espaço a pedido do PSD, considerando a aliança da legenda com a chapa majoritária para a reeleição do governador Ronaldo Caiado. Mas diante da decisão de candidaturas avulsas ao Senado Federal, entendemos, em conjunto, que o momento é de união e fortalecimento da chapa, não de divisão”, explicou.

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No documento, Lissauer também pontuou que acredita que “tudo tem o tempo e a hora certa para acontecer”. “Sempre honrei as oportunidades que tive, mas também sei reconhecer quando não é o momento ideal para avançar. Seguirei o meu compromisso de continuar trabalhando para melhorar a vida das pessoas”, afirmou em nota.

Alguns parceiros partidários de Lissauer Vieira comentaram sobre a desistência e quais serão as possibilidades para esse novo cenário. O vereador e pré-candidato a deputado federal, Lucas Kitão (PSD), explicou que espera uma conversa do partido para verificar a possibilidade de lançar um outro nome ao Senado Federal. 

Para ele, o nome mais preparado para essa disputa é o do presidente do PSD, Vilmar Rocha. “Acredito que o partido vai ouvir os membros da executiva, os outros candidatos das proporcionais, tanto estadual, quanto federal. Para mim, o mais preparado para essa pré-candidatura ao Senado, se for uma vontade do PSD, é o Vilmar Rocha”. 

O vereador explicou ainda que a prioridade que havia sido estabelecida dentro do partido era a de levar o nome do Lissauer ao Senado, mas com a desistência dele será necessário um novo planejamento. “Agora vamos precisar entender qual a primazia do partido, se o foco vai ser nas candidaturas proporcionais ou não, já que no cenário atual os pré-candidatos à Câmara de Deputados e ao Senado fortalecem o grupo”. 

O pré-candidato a deputado federal destacou também o que, segundo ele, pode ter pesado na decisão do presidente da Assembleia para a desistência da pré-candidatura. “Eu imagino que sejam as dificuldades políticas, de não ser candidato exclusivo da base, de não estar em chapa fechada”. 

Bastidores 

Nos  bastidores, são muitos os burburinhos relacionados à desistência de Lissauer. Um deles é que o até então pré-candidato defendia ser o nome de consenso na chapa do governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Contudo, o Governador optou por não definir um postulante ao Senado, permitindo, assim, as candidaturas independentes. Essa postura de Caiado causou insatisfação a Lissauer, que havia decidido por manter a pré-candidatura, até então. Contudo, houve uma reunião no gabinete do presidente da Alego ontem (2/8), para a tomada de decisão com relação a essa pauta. Já perto do prazo final das convenções – que encerram nesta sexta-feira, (5/8) – ele decidiu recuar. 

Outra informação apurada pela reportagem do O HOJE, é que o governador Ronaldo Caiado disse que iria ajudar o pré-candidato a ingressar em uma vaga no Tribunal de Contas do Município (TCM), no lugar de Valcenor Braz. Entretanto, devido às atitudes que Caiado estava adotando nos últimos dias, o presidente da Assembleia desconfiou dessa fala. Apesar dessa situação ter causado um receio ao presidente da Alego, ele afirmou que se manterá na base do governo e continuará caminhando com Caiado. 

Pesquisas

Nas pesquisas mais recentes de intenção de voto, os números revelavam que, certamente, Lissauer não iria decolar nesse projeto ao Senado Federal. O que piorou esta situação, foi o fato do Governador ter optado por “tirar o corpo” e não apoiar apenas um candidato ao Senado. Conforme relatado por parlamentares, o apoio direcionado do governador certamente levaria mais peso à pré-candidatura de Lissauer, mas isso não aconteceu.

Próximos passos

Ainda estão obscuras as previsões do que o PSD poderá decidir, tanto sobre a vaga ao Senado Federal, quanto ao novo foco do partido. De acordo com o presidente goiano do PSD, Vilmar Rocha, o que se espera é que até sexta-feira (5/8), haja um novo posicionamento do grupo. Apesar do nome dele ser cotado para a vaga no Legislativo, ele ainda ouvirá a executiva para tomar uma decisão.

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