Duda Salabert, Robeyoncé e Erika Hilton: Brasil elege primeiras travestis para Câmara dos Deputados

As duas alcançaram mais de 200 mil votos neste domingo

Postado em: 03-10-2022 às 09h37
Por: Mariana Fernandes
Erika e Duda, já passaram por cargos dos legislativos locais antes de chegarem à Câmara| Foto: Reprodução/ Karime Xavier

De forma inédita, duas mulheres trans irão ocupar cadeiras na Câmara dos Deputados em 2023. O Brasil ganhou as primeiras deputadas federais transexuais nas eleições deste domingo. Erika Hilton (PSOL – SP), Duda Salabert (PDT – MG) e Roybeyoncé (PSOL – PE), que atualmente ocupam cadeiras na Câmara Municipal de São Paulo, Belo Horizonte e Pernambuco, foram eleitas para representar os respectivos estados em Brasília a partir de 2023, com votação recorde nos estados.

Erika Hilton que se define como travesti, teve 256.902 votos, sendo a 9ª candidata mais votada do estado de São Paulo. Já Duda Salabert teve 208.265 e foi a 3ª candidata mais votada em Minas Gerais, registrando a maior votação do gênero feminino no estado. Ela foi a mulher mais bem votada do Brasil para vereadora em 2020 e atualmente preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores de São Paulo. A vereadora também esteve à frente da CPI que investigou a violência contra pessoas trans do país.

Duda Salabert, também candidata eleita, se lançou na política em 2018, quando buscou uma vaga no Senado Federal. Embora não tenha sido eleita, na época filiada ao PSOL, a professora fez história por ter sido a primeira pessoa trans a participar da disputa para uma vaga do tipo e hoje celebra sua vitória ao ingressar na Câmara.

Por fim, Robeyoncé Lima, 33 anos, é a primeira advogada trans negra de Pernambuco e já atuou como codeputada estadual do estado. Suas propostas são voltadas a temas como desencarceramento, renda básica universal e políticas públicas para comunidades LGBTQIA+, além de mães solo.

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