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Política
Reformas
17/03/2017 | 14h55
“É preciso ter coragem para fazer a Reforma da Previdência”, diz Marconi
Em entrevista, governador diz que estados não conseguem sustentar uma pessoa que se aposenta aos 47 anos de idade, pois “o déficit só vai crescendo”

As reformas estruturantes, especialmente a da Previdência, são fundamentais para o desenvolvimento do país e a retomada do crescimento econômico a médio e a longo prazos. A afirmação foi dada hoje pelo governador Marconi Perillo, em entrevista à Rádio Bons Ventos (107,3 FM).

“Está tudo errado. É preciso mudar. O pobre, o trabalhador não pode pagar a conta dos déficits por causa de políticas erradas. É preciso ter coragem. Muita gente faz demagogia defendendo algumas categorias, mas se esquece que isso está prejudicando o conjunto dos brasileiros”, disse Marconi na entrevista.

De acordo com o governador, os estados vivem um ciclo de déficit em virtude da previdência vigente. Segundo ele, é necessário que os deputados federais e senadores aprovem a reforma previdenciária e atendam os interesses da “grande esmagadora” maioria da população brasileira.

“Nós não podemos nos dar ao luxo de vir as pessoas se aposentando com 47 anos de idade, recebendo do poder público, da previdência, cerca de R$ 30 mil ou R$ 40 mil por mês. Uma pessoa que se aposenta aos 48 anos de idade vai viver até seus 90 anos e o governo e o povo vão continuar pagando a aposentadoria dessa pessoa por mais 40 ou 50 anos. Então, essas medidas são fundamentais se quisermos ver um ciclo de prosperidade no país”, disse.

O governador comentou ainda temas relacionados à gestão das Organizações Sociais na Educação, à privatização da Celg, à retomada do crescimento econômico brasileiro, às obras em andamento no Estado, ao pagamento adiantado dos servidores públicos, entre outros assuntos.

Confira trechos da entrevista: 

Reforma da Previdência

Nós não podemos nos dar ao luxo de vir as pessoas se aposentando com 47 anos de idade, recebendo do poder público, da previdência, cerca de R$ 30 mil ou R$ 40 mil por mês. Uma pessoa que se aposenta aos 48 anos de idade vai viver até seus 90 anos e o governo e o povo vão continuar pagando a aposentadoria dessa pessoa por mais 40 ou 50 anos. Se não houver mudanças drásticas e se não houver coragem para enfrentar esse problema, vamos ter 10 aposentados ganhando o salário de uma pessoa que está em atividade. Então, essas medidas são fundamentais se quisermos ver um ciclo de prosperidade no país. Outro dado: 90% do que se gasta com a previdência se gasta com pouca gente. A maior parte é gasta com servidores aposentados, que são cerca de 10%. Então, está tudo errado. É preciso mudar. O pobre, o trabalhador, não pode pagar a conta dos déficits por causa de políticas erradas. É preciso ter coragem. Muita gente faz demagogia defendendo algumas categorias, mas se esquece que isso está prejudicando o conjunto dos brasileiros.

Situação previdenciária em Goiás

A legislação da previdência social é nacional e vale para os estados e municípios. A iniciativa é do governo federal e quem vota é o Congresso Nacional. Goiás apenas cumpre o que é determinado por lei federal. Os estados não conseguem sustentar mais uma pessoa que se aposenta com 47 anos de idade, pois o déficit só vai crescendo. Os impostos que o povo paga com sacrifícios não são capazes de sustentar essa situação. Para se ter ideia, eu aumentei aqui em Goiás em 1% a alíquota cobrada aos funcionários, que passou de 13,25% para 14,25%. Ela foi suficiente para diminuir em R$ 14 milhões o déficit mensal, que é de R$ 170 e poucos milhões. O fato é que o Estado não tem dinheiro para cobrir o déficit das aposentadorias e o governo tira do Tesouro Estadual o montante para cobrir esse rombo todos os meses. Isso dá mais de R$ 2 bilhões por ano. Esse dinheiro poderia estar sendo investido em Saúde, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Habitação, mas há um descompasso porque muitas pessoas se aposentam muito novas.

Qual o caminho para mudar essa realidade?

Primeiro é todo mundo parar com demagogia e populismo, querendo fazer média. A realidade não está escondida, ela é clara. Ou o Brasil promove mudanças que precisam ser feitas, ou o Brasil quebra. E os estados vão quebrar também, porque não vão dar conta de pagar essa conta, que é injusta. É uma conta que está sobre os ombros das pessoas trabalhadoras, especialmente as mais pobres, que deixam de ter acesso a serviços públicos, porque o dinheiro todo está sendo drenado para esse tipo de gasto.

Acredita que as reformas vão ser aprovadas pelo Congresso Nacional?

Eu temo muito mais o peso da mobilização das corporações do que qualquer crise política. Nós tivemos  mobilizações enormes no país inteiro contra essas reformas. O que se quer no Brasil é fazer reformas que vão ajustar a aposentadoria de 1% do povo brasileiro para que os outros 99% dos demais brasileiros tenham mais dignidade, mais acesso aos serviços prestados pelo Estado. A gente percebe que muitos interesses são colocados em primeiro lugar em detrimento dos interesses da grande esmagadora maioria da população brasileira. Nós vimos ontem todas as centrais na Avenida Paulista, em São Paulo, falando exatamente o contrário do que precisa ser feito. Assim, o Brasil já está quebrado e a situação vai piorar ainda mais. 

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