segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Situação precária

Inflação: Pesquisa aponta que brasileiros estão substituindo refeições por lanches

Isso tudo está atrelado a encontrar uma maneira de diminuir os gastos e ter uma refeição ao dia.

Victória Vieirapor Victória Vieira em

Em razão do alto valor no consumo de alimentos, cada vez mais os brasileiros tem encontrado dificuldades para economizar. De acordo com a consultoria do Kantar, as pessoas estão começando substituir o almoço por lanches com produtos industrializados.

Isso tudo está atrelado a encontrar uma maneira de diminuir os gastos e ter uma refeição ao dia. A pesquisa alega que salgadinhos como chips, bolachas, amendoins em saquinho, apresentam gastos menores de R$ 10,43 (alta de 11%), em comparação com um almoço completo que custa em torno de  R$ 43,94 (alta de 21%).

O gerente Hudson Romano explica o motivo do impacto na crise econômica ter afetado as famílias brasileiras de baixa renda, principalmente, aquelas que sobrevivem através da cesta básica.

“O grande problema não é mais que os restaurantes e bares estão fechados, mas como o bolso apertou, o brasileiro não tem mais dinheiro para gastar. Não tivemos o mesmo impacto da inflação nos salários. Então, os lanches foram uma opção econômica e as pessoas estão cada vez mais buscando isso. Querendo ou não, assim como as refeições, os snacks têm índices de calorias e carboidratos para saciar uma pessoa”, relatou.

Fora do ambiente alimentício, o estudo analisou que devido a inflação, no primeiro trimestre deste ano, as famílias estão deixando de gastar fora de casa e priorizaram o consumo dentro do lar.

“O consumo de abastecimento representa desde os alimentos e bebidas até produtos de limpeza. Quando olhamos para as classes sociais mais altas, como a A e a B, o consumo maior de despesas vai para a gasolina e a conta de luz, enquanto na classe D e E, por exemplo, como o bolso desse consumidor é mais apertado, a prioridade é a alimentação. Então é possível vermos isso na pesquisa”, informa.

O quadro de gastos médios trimestrais domiciliar ultrapassou o valor de R$ 1.329, para R$ 1.369. A região Centro-Oeste alcançou 15,3% em relação a aumentos prejudiciais nos primeiros trimestres deste ano.

O cenário é caracterizado como preocupante, pois até o ano passado, o normal da quantidade no carrinho de compras do consumidor era de 15 itens e agora reduziu para 13, mostrando a realidade complexa em que as famílias estão vivendo.

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