sábado, 15 de agosto de 2026
CAUTELA

Governo ouvirá empresários antes de decidir resposta ao tarifaço dos EUA

Ministro afirma que governo avaliará os impactos antes de decidir sobre contramedidas

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em
reciprocidade
Ministro da Fazenda, Dario Durigan diz que empresários serão ouvidos antes de decidir sobre a adoção de contramedidas (Foto: Lula Marques/ABr)

O governo federal ouvirá empresários brasileiros e estrangeiros antes de decidir se aplicará as medidas previstas na Lei da Reciprocidade Comercial em resposta ao aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendeu cautela antes da adoção de contramedidas. O tarifaço norte-americano elevou em até 37,5% os impostos sobre parte dos produtos brasileiros.

Segundo o ministro, a decisão dependerá da avaliação dos impactos que uma eventual resposta poderá causar aos setores produtivos. Durigan afirmou que o processo exige diálogo com os agentes econômicos potencialmente afetados antes da adoção de qualquer medida.

“O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, afirmou.

Na quinta-feira (13), o governo oficializou a abertura do processo para analisar a aplicação da Lei n° 15.122, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A norma estabelece mecanismos para que o Brasil responda a ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade da economia brasileira.

Entre as medidas previstas estão a criação de tributos ou taxas sobre produtos importados, a suspensão de benefícios tarifários e a restrição à importação de bens e serviços. As ações devem ser proporcionais ao prejuízo econômico causado pelo país que adotou a medida considerada prejudicial ao Brasil.

Durigan destacou que a legislação oferece um instrumento de defesa comercial, mas ressaltou que sua utilização deve ocorrer com responsabilidade. De acordo com o ministro, o governo pretende avaliar os possíveis efeitos sobre empresas e investidores antes de decidir se adotará as contramedidas previstas na lei. 

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