segunda-feira, 11 de maio de 2026
SAÚDE

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026; entenda os riscos da doença

Homem de 46 anos morreu após contato com roedores silvestres em área rural; autoridades afirmam que caso não tem relação com surto registrado em navio no Oceano Atlântico

Bia Salespor Bia Sales em 11 de maio de 2026
Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026; entenda os riscos da doença
(Imagem: Rudson Amorim/Agência Brasil)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no estado em 2026. A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba.

Segundo as autoridades de saúde, o caso foi notificado ainda em fevereiro e teve confirmação laboratorial realizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O paciente tinha histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura.

A Secretaria destacou que o caso é considerado isolado e não possui relação com o surto de hantavírus investigado recentemente em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

De acordo com a Secretaria, a cepa identificada no Brasil não apresenta transmissão de pessoa para pessoa, o que reduz o risco de disseminação comunitária da doença.

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O que é o hantavírus?

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados. A contaminação geralmente ocorre pela inalação de partículas presentes em ambientes fechados, galpões, plantações, depósitos ou locais com infestação de ratos.

Os sintomas iniciais costumam se parecer com os de uma gripe forte, incluindo febre, dores musculares, dor de cabeça e mal-estar. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para problemas respiratórios severos.

Segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o homem apresentou sintomas como febre, dores no corpo, nas articulações e na região lombar antes da piora do quadro clínico.

Casos em Minas Gerais

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Em 2024, foram sete casos confirmados e quatro mortes pela doença.

Não há tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.

As autoridades reforçam que medidas simples podem ajudar na prevenção, como evitar contato direto com roedores, armazenar alimentos corretamente e utilizar proteção ao limpar locais fechados ou com sinais de infestação.

 

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