segunda-feira, 11 de maio de 2026
Drogas

Operação Ephedra: Justiça condena mais 10 investigados por tráfico de rebites em Goiás

Justiça condena integrantes de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas sintéticas na BR-153

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 11 de maio de 2026
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Foto: Divulgação

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a quarta sentença condenatória relacionada à Operação Ephedra, investigação conduzida com apoio da Polícia Rodoviária Federal.

Nesta nova decisão, a Justiça condenou mais 10 integrantes de uma organização criminosa investigada por fabricar e distribuir anfetaminas conhecidas como “rebites” ou “nobésio”. Segundo o MPGO, o grupo atuava em Goiás e em outros estados.

As penas somadas ultrapassam 136 anos de prisão. Além disso, a sentença determinou o pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

De acordo com as investigações, a organização criminosa operava de forma estruturada. O grupo era responsável pela compra de matéria-prima, fabricação dos comprimidos, logística, armazenamento e comercialização das drogas sintéticas.

Justiça
Foto: Divulgação

Investigações começaram após denúncia da PRF

As investigações tiveram início após informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal à 2ª Promotoria de Justiça de Porangatu e ao Gaeco.

Segundo os investigadores, a Região Norte de Goiás, principalmente áreas próximas à divisa com o Tocantins, passou a funcionar como polo de fabricação e distribuição de anfetaminas.

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Ainda conforme a apuração, estabelecimentos localizados às margens da BR-153 eram utilizados como pontos de venda dos comprimidos. Os produtos eram comercializados principalmente para caminhoneiros.

A sentença aponta que os elementos reunidos durante a investigação comprovaram a atuação contínua da organização criminosa em diferentes etapas da atividade ilegal.

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Foto: Divulgação

Laboratórios clandestinos e apreensões

Durante a operação, as equipes identificaram laboratórios clandestinos destinados à fabricação das drogas sintéticas. Um dos imóveis investigados ficava em Goianira e, segundo o MPGO, era utilizado para produção em larga escala dos comprimidos.

No local, os investigadores encontraram equipamentos industriais e maquinários adaptados para mistura e acondicionamento das substâncias.

Além disso, milhares de comprimidos prontos para comercialização foram apreendidos durante as diligências.

Em um dos pontos investigados, a lanchonete Misto Quente, situada às margens da BR-153 e pertencente a Ivanildo Alves de Araújo, os agentes localizaram mais de 3,5 mil comprimidos dentro do estabelecimento. Outros 34,6 mil comprimidos estavam escondidos em um tambor enterrado em uma área de mata próxima ao local.

Segundo a sentença, a organização criminosa também adquiriu quase 9 milhões de embalagens do tipo blister. Conforme a investigação, a quantidade seria suficiente para produzir mais de 130 milhões de comprimidos de rebites.

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Justiça fixa penas e indenização milionária

A sentença da Justiça definiu penas que variam entre 3 e 26 anos de prisão. A maioria dos condenados deverá cumprir pena em regime inicialmente fechado.

Entre as maiores condenações está a de Dinair Albino da Silva, sentenciado a 26 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão. Já Wiula Amara Alves Freire foi condenado a 20 anos, 5 meses e 5 dias de prisão.

Além das penas privativas de liberdade, a Justiça fixou indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Segundo a decisão, o valor leva em consideração a gravidade das condutas atribuídas ao grupo criminoso, o impacto social das atividades ilegais e o lucro obtido pela organização.

A sentença da Justiça também determinou a perda dos bens apreendidos durante as investigações. Conforme a decisão judicial, os itens deverão ser alienados para pagamento das indenizações, multas, custas processuais e demais despesas relacionadas ao processo.

Ainda existem ações vinculadas à Operação Ephedra pendentes de julgamento.

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