sexta-feira, 19 de junho de 2026
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EUA registra primeira morte por hantavírus após repercussão de casos em cruzeiro

Autoridades americanas investigam infecção ligada a roedores enquanto OMS descarta relação com novo surto global

Thais Munizpor Thais Muniz em 19 de maio de 2026
EUA registra primeira morte por hantavírus após repercussão de casos em cruzeiro
Foto: Divulgação

O estado do Colorado, nos Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (18) a primeira morte por hantavírus registrada desde 2024. A informação foi divulgada pelo Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente local, em meio à repercussão internacional envolvendo um surto da doença em um cruzeiro que desembarcou na Holanda.

Segundo autoridades americanas, o caso investigado no Colorado não possui relação com os registros identificados no navio MV Hondius, que recentemente mobilizou equipes de saúde após passageiros apresentarem doenças respiratórias durante a viagem.

Hope Shuler, porta-voz do departamento de saúde do estado, informou que as primeiras evidências apontam para uma infecção adquirida localmente. “O risco para o público em geral permanece baixo e a investigação está em andamento”, declarou.

Apesar da atenção gerada nas últimas semanas, o hantavírus já possui histórico conhecido no Colorado. Entre 1993 e 2023, o estado registrou 121 casos da doença em humanos, incluindo 45 mortes. Dados das autoridades locais apontam ainda que a cepa identificada agora costuma circular na região nesta época do ano.

Cruzeiro com casos da doença atraca na Holanda

O navio MV Hondius atracou nesta segunda-feira (18) no porto de Roterdã, após uma viagem que começou em 1º de abril, em Ushuaia. A embarcação transportava cerca de 150 pessoas de 23 países diferentes.

Durante o trajeto, um surto de doenças respiratórias foi comunicado à Organização Mundial da Saúde no início de maio. Oito casos foram confirmados e três pessoas morreram.

Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que não existem sinais de disseminação global ligada aos episódios registrados no navio.

Nas redes sociais, internautas passaram a comparar o hantavírus ao coronavírus. A epidemiologista da OMS, Maria van Kerkhove, descartou a possibilidade de um cenário semelhante ao da pandemia de Covid-19.

“Isto não é Covid, isto não é gripe, espalha-se de uma forma muito, muito diferente”, afirmou.

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O que é o hantavírus

De acordo com informações da OMS, os hantavírus pertencem a um grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres. Humanos podem ser infectados após contato com secreções, urina ou fezes desses animais.

A doença pode provocar quadros graves, principalmente respiratórios e renais. Os sintomas iniciais normalmente aparecem entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos e desconforto abdominal.

Ainda segundo a OMS, não existe um tratamento específico capaz de eliminar o hantavírus. Por isso, o atendimento médico precoce concentra-se no controle das complicações respiratórias, cardíacas e renais, além do monitoramento clínico contínuo dos pacientes.

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