terça-feira, 19 de maio de 2026
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EUA registra primeira morte por hantavírus após repercussão de casos em cruzeiro

Autoridades americanas investigam infecção ligada a roedores enquanto OMS descarta relação com novo surto global

Thais Munizpor Thais Muniz em 19 de maio de 2026
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Foto: Divulgação

O estado do Colorado, nos Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (18) a primeira morte por hantavírus registrada desde 2024. A informação foi divulgada pelo Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente local, em meio à repercussão internacional envolvendo um surto da doença em um cruzeiro que desembarcou na Holanda.

Segundo autoridades americanas, o caso investigado no Colorado não possui relação com os registros identificados no navio MV Hondius, que recentemente mobilizou equipes de saúde após passageiros apresentarem doenças respiratórias durante a viagem.

Hope Shuler, porta-voz do departamento de saúde do estado, informou que as primeiras evidências apontam para uma infecção adquirida localmente. “O risco para o público em geral permanece baixo e a investigação está em andamento”, declarou.

Apesar da atenção gerada nas últimas semanas, o hantavírus já possui histórico conhecido no Colorado. Entre 1993 e 2023, o estado registrou 121 casos da doença em humanos, incluindo 45 mortes. Dados das autoridades locais apontam ainda que a cepa identificada agora costuma circular na região nesta época do ano.

Cruzeiro com casos da doença atraca na Holanda

O navio MV Hondius atracou nesta segunda-feira (18) no porto de Roterdã, após uma viagem que começou em 1º de abril, em Ushuaia. A embarcação transportava cerca de 150 pessoas de 23 países diferentes.

Durante o trajeto, um surto de doenças respiratórias foi comunicado à Organização Mundial da Saúde no início de maio. Oito casos foram confirmados e três pessoas morreram.

Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que não existem sinais de disseminação global ligada aos episódios registrados no navio.

Nas redes sociais, internautas passaram a comparar o hantavírus ao coronavírus. A epidemiologista da OMS, Maria van Kerkhove, descartou a possibilidade de um cenário semelhante ao da pandemia de Covid-19.

“Isto não é Covid, isto não é gripe, espalha-se de uma forma muito, muito diferente”, afirmou.

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O que é o hantavírus

De acordo com informações da OMS, os hantavírus pertencem a um grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres. Humanos podem ser infectados após contato com secreções, urina ou fezes desses animais.

A doença pode provocar quadros graves, principalmente respiratórios e renais. Os sintomas iniciais normalmente aparecem entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus e incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vômitos e desconforto abdominal.

Ainda segundo a OMS, não existe um tratamento específico capaz de eliminar o hantavírus. Por isso, o atendimento médico precoce concentra-se no controle das complicações respiratórias, cardíacas e renais, além do monitoramento clínico contínuo dos pacientes.

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