Bolívia enfrenta escalada de protestos em meio a crise econômica
Os atos pressionam o governo do presidente Rodrigo Paz durante o agravamento da crise no país
A capital boliviana viveu nesta segunda-feira (18) mais um dia de tensão política e violência nas ruas. Manifestantes e policiais entraram em confronto próximo à Plaza Murillo, em La Paz, durante atos que pressionam o governo do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio ao agravamento da crise econômica do país.
O confronto começou quando grupos de mineradores tentaram avançar em direção à sede do governo, a fim de pedir a renúncia do presidente Rodrigo Paz. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo para impedir a entrada dos manifestantes na região que concentra o palácio presidencial e o Congresso.
Os protestos deixaram de ser movimentos isolados e passaram a reunir diferentes categorias profissionais e setores sociais. Além dos trabalhadores da mineração, sindicatos do transporte, professores, agricultores e organizações rurais aderiram às mobilizações. Em comum, os grupos criticam o aumento do custo de vida, a escassez de combustível e as medidas econômicas adotadas pela gestão de Rodrigo Paz.
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A retirada dos subsídios aos combustíveis, determinada pelo governo no fim de 2025, provocou aumento nos preços da gasolina e agravou problemas de abastecimento em diversas regiões bolivianas. A situação ocorre em meio à queda na produção de energia, fatores que aprofundaram a deterioração econômica do país.
Os mineradores cobram mudanças nas regras do setor e melhores condições para manter as atividades. Já os trabalhadores do transporte mantêm paralisações por tempo indeterminado devido às dificuldades para conseguir combustível. Professores pedem reajustes salariais e mais recursos para a educação, enquanto grupos indígenas e rurais rejeitam propostas de reforma agrária que consideram favoráveis aos grandes proprietários de terra.