sábado, 12 de setembro de 2026
POLÍTICA

Crise no BRB chega à CLDF após reunião com presidente do Banco Central

Parlamentares cobram transparência do GDF e alertam para risco de intervenção no Banco de Brasília em meio às investigações envolvendo o Banco Master

Jéssica Nascimentopor em
Crise no BRB chega à CLDF após reunião com presidente do Banco Central
Segundo Max Maciel, Gabriel Galípolo teria afirmado aos parlamentares que o caso do Banco de Brasília será analisado tecnicamente (Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF)

A situação do Banco de Brasília (BRB) voltou ao centro do debate político no Distrito Federal após parlamentares da oposição se reunirem com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a crise envolvendo operações financeiras entre o BRB e o Banco Master. O encontro repercutiu na sessão ordinária desta quarta-feira (20) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com críticas ao Governo do Distrito Federal e cobranças por mais transparência sobre a situação financeira da instituição.

Participaram da reunião os deputados distritais Max Maciel, Fábio Felix, ambos do PSOL, além das deputadas federais Erika Kokay (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL).

Durante discurso no plenário, Max Maciel afirmou que o presidente do Banco Central demonstrou preocupação com o caso, mas reforçou que qualquer decisão dependerá da análise técnica da situação financeira do banco. O parlamentar destacou que o GDF ainda não apresentou o balancete trimestral do BRB, documento que deveria ter sido entregue desde março.

“O que está parecendo é que o GDF está enrolando para deixar passar o período eleitoral e isso pode prejudicar o banco”, declarou o deputado. Segundo Maciel, a ausência do balanço impede que o Banco Central avalie oficialmente a capacidade financeira do BRB diante das suspeitas envolvendo operações bilionárias realizadas com o Banco Master.

As declarações acontecem em meio ao aprofundamento das investigações sobre a compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB. O caso ganhou dimensão nacional após o Banco Central barrar a tentativa de aquisição do Master pelo banco público do DF e, posteriormente, decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Saiba Mais

Escândalo do Banco Master coloca pré-candidatura de Flávio Bolsonaro sob pressão no PL

Flávio no Caso Master põe Michelle no páreo e pode afastar Centrão

Em audiência recente no Senado, Gabriel Galípolo afirmou que o Banco Central identificou problemas graves de liquidez e inconsistências nas operações do Master, especialmente na criação de novas carteiras financeiras em meio à crise da instituição. Na CLDF, Fábio Felix responsabilizou diretamente o ex-governador Ibaneis Rocha pela situação enfrentada pelo BRB e afirmou que o governo estaria evitando tomar medidas antes do calendário eleitoral.

“A população percebe isso. Minha sensação na reunião com o Galípolo é a de que o GDF não está fazendo nada para salvar o banco e está esperando passar as eleições para não ter que responder pelas irregularidades”, afirmou.

O deputado distrital Chico Vigilante também fez alertas sobre o cenário financeiro da instituição. Segundo ele, a não apresentação do balancete já estaria gerando multas diárias ao banco. “Se não tiver liquidez, o BRB pode entrar em regime especial do Banco Central, com afastamento da diretoria e investigação completa sobre a viabilidade da instituição”, declarou.

Repercussão política

O caso do BRB passou a ter forte repercussão política e econômica após denúncias envolvendo a compra de ativos e carteiras de crédito do Banco Master. Investigações apontam suspeitas sobre parte dos ativos negociados entre as instituições, em operações que chegaram à casa dos bilhões de reais.

Apesar da pressão política, o Banco Central tem sustentado que as decisões relacionadas ao BRB e ao Master seguem critérios técnicos e regulatórios. Em audiência no Senado, Galípolo negou que o BC tenha atuado para favorecer operações entre os bancos e afirmou que a autoridade monetária não pode ser arrastada para disputas políticas.

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:
BRB GDF Master

Veja também

celina leão

Reforço na saúde estadual

Celina Leão nomeia 300 médicos para reforçar saúde no DF

Profissionais foram nomeados para atuar na rede pública, com atenção às áreas de urgência e em...
Em simulação de segundo turno do datafolha, Lula tem 46% e Flávio, 44%. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Jefferson Rudy/Agência Senado)

PESQUISA ELEITORAL

Datafolha mostra Lula à frente entre os mais pobres e Flávio entre os mais ricos

O instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro d...
Candidatos em Goiás apostam no impulsionamento das redes na reta final de campanha

Eleições 2026

Candidatos em Goiás apostam no impulsionamento das redes na reta final de campanha

Postulantes ao Palácio das Esmeraldas avançam com estratégias digitais a três semanas do 1º tur...
Marconi

ELEIÇÕES 2026

Cidade da Inteligência Artificial é a grande aposta de Marconi para Goiás

Projeto une UEG, UFG e setor privado em ecossistema de inovação entre Goiânia e Aparecida de Goi�...
Wilder Morais elenca a saúde como prioridade caso seja eleito governador

Sabatina O HOJE

Wilder Morais elenca a saúde como prioridade caso seja eleito governador de Goiás

Terceiro candidato ao Governo de Goiás sabatinado pelo Grupo O HOJE, o senador também fala sobre p...
Vorcaro

ASSISTA AO VÍDEO

Vídeo de 2023 liga Vorcaro a festa milionária com atrações internacionais em São Paulo

Usuário que filmou o evento em 2023 não sabia quem era o anfitrião; publicação ressurgiu após ...
Marconi propõe integração do Entorno do DF

Eleições 2026

Marconi propõe integração do Entorno do DF

Tucano defende saúde regionalizada, transporte subsidiado e geração de empregos para a região
Empresários discutem mandato de 12 anos para ministros do STF em meio à crise na Corte

Economia

Empresários discutem mandato de 12 anos para ministros do STF em meio à crise na Corte

Mandato de ministros e decisões monocráticas entram no debate sobre reforma do STF