sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Eleições 2026

Frente pró-Lula em Goiás une centro-esquerda, mas candidatura ao governo segue indefinida

Reunião na sede do PT criou coordenação para reeleição de Lula no Estado e reuniu partidos da centro-esquerda; definição de nome para disputar o Palácio das Esmeraldas ainda depende de negociações internas e da decisão de Flávio Faedo

Thiago Borgespor em
Frente pró-Lula em Goiás une centro-esquerda, mas candidatura ao governo segue indefinida
A união dos partidos em defesa do nome de Lula é um indicativo de que os partidos podem caminhar juntos em uma chapa ao governo do Estado | Foto: Divulgação

A reunião realizada nesta segunda-feira (25) na sede do diretório estadual do PT marcou o lançamento de uma frente ampla que irá defender o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás. A convergência, contudo, ainda se restringe ao apoio a Lula. A definição de um candidato ao governo do Estado que represente o campo progressista segue em discussão.

No encontro, foi criada a coordenação de campanha de Lula em solo goiano, que tomará, em comum acordo, as decisões político-administrativas da campanha do presidente no Estado. A coordenação será composta pelos presidentes estaduais dos partidos da Federação Brasil Esperança (PT, PV e PCdoB), da Federação Psol/Rede, do PDT e do PSB. 

A reunião não contou com a presença de lideranças do PV, PCdoB e do PSB. Porém, após a reunião pela manhã, Accorsi se reuniu com a presidente estadual do PSB, a vereadora Aava Santiago, para tratar sobre o acordo para uma frente entre as siglas de centro-esquerda. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente do PT em Goiás afirma que o encontro reuniu “sete partidos que farão parte da Frente Democrática para defender a reeleição do presidente Lula e uma chapa para governador que defenda as pautas da classe trabalhadora, os direitos sociais e os direitos de todas as pessoas do nosso estado de Goiás”. 

Apesar da fala de Accorsi, a união dos partidos de centro-esquerda em torno de uma candidatura ao governo do Estado ainda segue indefinida. O presidente do PDT, Kowalsky Ribeiro, afirmou à reportagem do O HOJE que o partido “aguarda as definições da Frente Democrática, mas que apresentará nomes ao Senado e ao Governo de Goiás”. 

A legenda comandada por Kowalsky já demonstrou interesse em lançar um nome ao Palácio das Esmeraldas. Carlos Mundim, dirigente pedetista, é o principal cotado da legenda, caso o partido decida disputar o governo estadual.  

Leia mais: STF e AGU articulam resposta à Justiça dos EUA após Moraes ser notificado

A união dos partidos em defesa do nome de Lula é um indicativo de que os partidos podem caminhar juntos em uma chapa majoritária. Segundo integrantes da Frente Democrática que participaram da reunião, houve um “indicativo” de que uma nova reunião entre os partidos deve acontecer, para que seja discutida a definição de um nome para disputar o governo estadual. Entretanto, não foi definida uma data para o próximo encontro

Além disso, quando o tema foi abordado durante a reunião na sede do PT, Accorsi “pediu um pouco mais de tempo” para que o produtor rural de Rio Verde, Flávio Faedo, tome sua decisão. Faedo confirmou ao O HOJE que a definição sobre sua possível candidatura ao Executivo estadual deve acontecer nesta semana. 

“Por enquanto não está fácil sair a candidatura. Tem muita coisa pendente profissionalmente. Quero conseguir definir isso nesta semana, até quinta-feira já deve estar definida essa questão”, disse o produtor rural. 

Nos bastidores, há pressa para que a chapa majoritária que irá disputar o governo do Estado e terá os representantes na disputa pelo Senado seja definida. O entendimento passa, sobretudo, pelas outras pré-candidaturas ao governo estadual. A corrida pelo Esmeraldas já reúne o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL).

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