Zema admite aliança com Caiado na disputa presidencial e critica Flávio Bolsonaro
Pré-candidato do Novo disse que conversas sobre composição devem avançar até prazo final das candidaturas e afirmou ter boa relação com ex-governador de Goiás
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Romeu Zema afirmou que não descarta uma aliança ainda no primeiro turno com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado para fortalecer uma candidatura da direita nas eleições presidenciais.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (26), durante evento com investidores em São Paulo. Segundo Zema, as definições sobre possíveis alianças devem ocorrer apenas próximo ao prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas.
“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite”, afirmou.
Zema sinaliza abertura para composição com Caiado
Durante o evento, Zema destacou a relação próxima com Caiado e admitiu a possibilidade de uma composição política entre os dois nomes.
“Me dou muito bem com o Caiado”, declarou o ex-governador mineiro.
Questionado sobre a possibilidade de ser vice do ex-governador goiano, respondeu em tom descontraído: “Não pode ser o contrário?”
Zema também ressaltou a proximidade entre Goiás e Minas Gerais, além da convivência com outros governadores da direita.
Pré-candidato critica Flávio Bolsonaro
O ex-governador também voltou a fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro, atualmente um dos nomes mais citados em pesquisas para disputar a Presidência no campo conservador.
Sem citar diretamente o parlamentar em alguns momentos, Zema afirmou que eleitores não aceitariam candidatos ligados a episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 43% de Flávio Bolsonaro.
Declarações sobre Bolsa Família e segurança pública
Durante o encontro, Zema também comentou temas econômicos e sociais. O pré-candidato criticou o modelo atual de programas de transferência de renda, afirmando que parte dos beneficiários estaria deixando de buscar emprego formal.
Ao mesmo tempo, reconheceu a importância de políticas sociais voltadas para grupos vulneráveis, como mães com filhos pequenos.
Na área da segurança pública, o ex-governador defendeu políticas mais rígidas e afirmou que o combate à criminalidade deveria ser conduzido com maior participação de profissionais da área policial.