quarta-feira, 8 de julho de 2026
SINAIS DE ATENÇÃO AO PET

6 sinais de que seu pet pode estar pedindo mais atenção

Mudanças de comportamento do pet podem indicar necessidade de mais contato, brincadeiras e interação no dia a dia

Rodrigo Souzapor Rodrigo Souza em 15 de junho de 2026
mundo pet
Existem sinais que mostram que os pets estão pedindo mais atenção dos tutores. (Foto: zooplus.pt)

Os animais de estimação criam laços com as pessoas e costumam demonstrar suas necessidades por meio do comportamento. Nem sempre um pedido de atenção aparece de forma clara. Em muitos casos, pequenos sinais passam despercebidos na rotina da casa e acabam sendo confundidos com teimosia, falta de treino ou até problemas de saúde.

Cães e gatos dependem da convivência para se sentirem seguros e estimulados. Quando algo não está bem, eles costumam se comunicar da maneira que sabem: mudando hábitos, vocalizando mais ou buscando proximidade. Por isso, observar o comportamento diário faz diferença para compreender o que o animal está tentando dizer.

Dados do PDSA Animal Wellbeing Report, um dos maiores levantamentos sobre bem-estar animal do Reino Unido, mostram que 89% dos tutores acreditam conhecer as necessidades sociais dos cães, mas milhões de animais ainda passam longos períodos sozinhos durante a semana. O mesmo relatório aponta que 11% dos cães apresentam sinais de sofrimento quando ficam sem companhia por algum tempo.

A seguir, veja seis sinais que podem indicar que o seu pet está pedindo mais atenção e entenda como identificar cada situação de forma simples.

1. O pet começa a seguir o tutor pela casa o tempo todo

Quando um pet passa a acompanhar o tutor em praticamente todos os cômodos, vale a pena observar esse comportamento com mais cuidado. É comum que cães e gatos gostem de estar perto das pessoas da família, mas uma busca constante por proximidade pode indicar necessidade de interação.

Em muitos casos, o pet procura companhia porque associa a presença humana a brincadeiras, passeios, carinho ou momentos de atividade. Quando essas oportunidades diminuem, ele pode tentar compensar permanecendo ao lado do tutor durante boa parte do dia.

Pesquisas sobre comportamento animal mostram que cães são animais sociais e costumam criar vínculos fortes com seus responsáveis. Um estudo publicado na revista Scientific Reports apontou que comportamentos ligados à dificuldade de ficar sozinho estão entre os desafios comportamentais mais observados em cães domésticos.

Além disso, o relatório PAW Report 2024 revelou que 11% dos cães apresentam sinais de sofrimento quando ficam sem companhia.

Se o pet começou a seguir o tutor de forma mais frequente do que antes, vale analisar mudanças recentes na rotina, como aumento das horas fora de casa, menos passeios ou redução dos momentos de interação.

(Foto: br.cats.com)

2. Vocalizações mais frequentes podem ser um pedido do pet

Latidos, miados ou outros sons fazem parte da comunicação dos animais. No entanto, quando um pet passa a vocalizar mais do que o habitual, isso pode indicar que algo merece atenção.

Um cão pode latir para chamar alguém para brincar, pedir companhia ou demonstrar frustração por estar sozinho. Já um gato pode aumentar a frequência dos miados quando busca contato, interação ou estímulos durante o dia.

O comportamento ganha importância quando ocorre em horários específicos. Se o pet costuma vocalizar logo após a saída do tutor, por exemplo, isso pode indicar dificuldade com a separação. Segundo dados do PAW Report, parte dos cães demonstra sinais relacionados ao desconforto quando fica sozinho em casa.

Também vale observar se o pet vocaliza perto dos brinquedos, da porta de saída ou dos locais onde costuma receber atenção. Esses detalhes ajudam a entender a mensagem por trás do comportamento e evitam interpretações equivocadas.

Caso o aumento das vocalizações aconteça de forma repentina, uma avaliação veterinária também pode ser necessária para descartar causas físicas.

3. O pet passa a destruir objetos ou mexer em tudo

Muitos tutores associam a destruição de objetos à desobediência. Na prática, esse comportamento pode ter relação com falta de estímulo físico e mental.

Quando um pet fica sem atividades por períodos prolongados, ele pode procurar formas próprias de gastar energia. Em cães, isso costuma aparecer por meio de móveis mastigados, almofadas rasgadas, escavações e objetos espalhados pela casa. Nos gatos, pode surgir em forma de arranhões em móveis, derrubada de objetos e exploração intensa de ambientes.

Especialistas em comportamento animal apontam que o tédio pode favorecer o surgimento de comportamentos repetitivos e destrutivos. O tema tem recebido atenção crescente em pesquisas sobre bem-estar animal, justamente por seu impacto na qualidade de vida dos animais domésticos.

Quando o pet passa a destruir itens com frequência, vale verificar se ele está recebendo oportunidades adequadas de brincadeira, enriquecimento ambiental e interação social. Em muitos casos, pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir esse comportamento.

Também é importante observar em quais momentos o pet costuma agir dessa forma. Se isso acontece logo após longos períodos sozinho, o comportamento pode estar relacionado à busca por estímulos.

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(Foto: Freepik)

4. Alterações no apetite podem indicar necessidade de atenção

Mudanças na alimentação nem sempre estão ligadas apenas à comida. Em algumas situações, o comportamento alimentar também pode refletir questões emocionais.

Um pet que perde interesse pelas refeições ou passa a pedir comida com mais frequência pode estar reagindo a alterações na rotina. O contexto faz diferença. Alguns animais associam o momento da alimentação ao contato com o tutor e acabam buscando essa interação de outras formas.

Além disso, certos cães e gatos utilizam comportamentos ligados à comida como uma maneira de chamar atenção. O pet pode ficar perto do pote de ração, insistir em acompanhar o tutor na cozinha ou demonstrar maior expectativa durante as refeições.

É importante destacar que mudanças no apetite também podem ter origem em problemas de saúde. Por isso, quando o comportamento persiste por vários dias, o ideal é procurar orientação veterinária.

A observação diária ajuda a perceber se o pet está buscando alimento por fome ou se está tentando criar oportunidades extras de contato com as pessoas da casa.

5. O pet demonstra agitação quando fica sozinho

A relação entre companhia e bem-estar animal é tema frequente em estudos sobre comportamento. Muitos cães, por exemplo, sentem dificuldade quando passam longos períodos sem interação.

O PAW Report 2024 mostra que 19% dos cães ficam sozinhos por cinco horas ou mais em dias comuns da semana. No mesmo levantamento, 11% dos tutores relataram sinais de sofrimento quando seus cães permanecem sem companhia.

Quando um pet apresenta agitação antes da saída do tutor, arranha portas, anda pela casa sem parar ou demonstra inquietação ao perceber que ficará sozinho, isso pode indicar necessidade de mais atenção e estímulos.

Em pesquisa publicada na revista Animals, cientistas relataram que problemas relacionados à separação podem atingir uma parcela significativa da população canina. O estudo destaca que os sinais variam bastante entre os animais, o que reforça a importância da observação individual.

Nem todo pet reage da mesma forma. Alguns vocalizam, outros ficam inquietos e há aqueles que apresentam mudanças mais discretas. O ponto principal é perceber se houve alteração em relação ao comportamento habitual.

(Foto: vidadebicho.globo.com)

6. O pet procura contato físico com mais frequência

Buscar carinho é algo comum para muitos animais. Porém, quando um pet passa a pedir contato físico em momentos nos quais antes mantinha mais independência, esse comportamento merece atenção.

Alguns cães apoiam a cabeça no colo do tutor repetidas vezes. Outros encostam o corpo, levam brinquedos para perto das pessoas ou tentam iniciar brincadeiras com frequência maior. Já os gatos podem procurar colo, deitar próximos ao tutor ou aumentar os momentos de contato.

O vínculo entre pessoas e animais tem sido estudado há décadas. Pesquisas mostram que a convivência regular favorece a sensação de segurança e fortalece a relação entre tutor e pet. Por isso, a busca por proximidade pode representar uma necessidade de interação social.

Quando esse comportamento surge junto com outros sinais citados ao longo do artigo, a mensagem costuma ficar mais clara. O pet pode estar tentando mostrar que precisa de mais momentos de atenção durante a rotina.

Observar esses detalhes ajuda a compreender melhor as necessidades do animal e fortalece a convivência dentro de casa. Em muitos casos, alguns minutos dedicados a brincadeiras, passeios ou interação já fazem diferença no dia a dia do pet.

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