quarta-feira, 24 de junho de 2026
Exposição

Arte e diversidade marcam exposição do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+

A exposição permite ao público conhecer não apenas as obras, mas também os contextos sociais

Leticia Mariellepor Leticia Marielle em 24 de junho de 2026
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Arte e diversidade marcam exposição do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. | Foto: Divulgação/JV Retratos

O Passeio das Águas Shopping inaugurou na segunda-feira (22) a exposição “Expressões de Orgulho: Cada Identidade, uma história”, iniciativa que integra a programação do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ em Goiânia. A mostra reúne trabalhos de quatro artistas regionais que utilizam diferentes linguagens visuais para compartilhar trajetórias pessoais, processos de autoaceitação e narrativas de resistência.

Com entrada gratuita, a exposição ficará instalada por tempo indeterminado em um espaço ao lado da loja Live!, acompanhando o horário de funcionamento do centro de compras.

A proposta é transformar o shopping em um ambiente de circulação cultural e diversidade, ampliando o acesso à arte e fortalecendo a cena criativa goiana. Organizada em recortes biográficos, a mostra permite ao público conhecer não apenas as obras, mas também os contextos sociais e afetivos que influenciam a produção de cada artista.

Segundo a gerente de marketing do empreendimento, Victória Soares, a iniciativa reforça o posicionamento do centro de compras como espaço de convivência e expressão cultural. “O Passeio consolidou-se como o principal polo de convivência, compras e entretenimento de Goiás porque acompanha de perto as tendências e o comportamento do nosso público. Integrar uma exposição ao nosso fluxo diário enriquece a experiência do cliente”, afirma. Ela destaca ainda que a ação também dialoga com a economia criativa local e com a valorização da produção artística regional.

Entre os participantes, o pintor Henrí de Moura, de 29 anos, apresenta obras que exploram o afeto a partir de uma perspectiva de liberdade e reconstrução pessoal. Ele relata que a arte foi essencial em seu processo de autoaceitação como homem gay. “A arte me salvou, me deu esperança de futuro e representatividade”, diz.

Já a professora e artista visual Talita Rodrigues Machado, de 30 anos, utiliza colagens marcadas por cores da bandeira LGBTQIAPN+ e elementos que discutem a identidade bissexual. Seu trabalho busca dar visibilidade a uma das letras frequentemente associadas ao apagamento dentro e fora da comunidade. “Somos frequentemente invisibilizados. Minha obra traz bocas que gritam sobre a importância de falar sobre si”, afirma.

A exposição também reúne os figurinos conceituais e sustentáveis de Marina Novaes, criadora da marca Nefelia, além dos ensaios fotográficos de Lhairton Costa, que aborda em suas imagens o percurso entre a vivência no interior e a construção de sua identidade artística na capital.

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