Antes dos palcos, Bananada 2026 leva música e bastidores do festival a escolas públicas de Goiânia
Projeto gratuito passa por quatro instituições de ensino com shows, bate-papos e DJ sets para aproximar estudantes da produção musical e do mercado cultural
Quem pensa que um festival de música começa apenas quando as luzes do palco se acendem está enganado. Antes de ocupar casas de shows e outros espaços de Goiânia, o Bananada 2026 entra em salas e pátios da rede pública para aproximar estudantes da produção musical brasileira e dos bastidores de uma cena que vai muito além dos shows.
Ao longo de agosto, o projeto Bananada nas Escolas promove quatro ações gratuitas em instituições de ensino da capital. A programação reúne apresentações ao vivo, bate-papos e DJ sets, mas não se limita ao entretenimento. A proposta é colocar jovens em contato direto com artistas, produtores e profissionais da cultura, abrindo conversas sobre criação, mercado da música, produção de eventos e possibilidades de trabalho no setor.
A primeira atividade acontece na sexta-feira (7), às 9h30, no Colégio Estadual Murilo Braga. Na terça-feira (11), o festival participa das comemorações do Dia do Estudante na Secretaria de Estado da Educação de Goiás. A agenda segue no dia 13, no CEPI Lyceu de Goiânia, e termina no dia 14, no CEPI Pré-Universitário. Os encontros começam sempre às 9h30.
A iniciativa amplia a presença do Bananada para além do circuito de shows e festas. Ao entrar nas escolas, o festival busca alcançar um público que nem sempre frequenta eventos culturais ou conhece as etapas envolvidas na construção de uma programação musical. A circulação também transforma artistas e produtores em interlocutores de estudantes que podem enxergar na cultura não apenas uma forma de expressão, mas um campo de atuação profissional.
“O Bananada sempre acreditou que a música também é ferramenta de formação. Levar o festival para dentro das escolas é ampliar o acesso à cultura, estimular o pensamento crítico e aproximar os estudantes de artistas e profissionais que constroem a música brasileira hoje. É uma forma de compartilhar conhecimento e despertar novas possibilidades”, afirma Daniel Atassio, produtor do Festival Bananada.
Formação de público
O projeto parte de uma ideia simples: a relação com a música pode começar muito antes da compra de um ingresso. Ao apresentar processos criativos e funções que costumam permanecer fora do alcance do público, o Bananada nas Escolas mostra como uma canção, um show ou um festival dependem de uma ampla rede de trabalho.
Segundo Atassio, a expectativa é ampliar o horizonte dos estudantes e apresentar caminhos ainda pouco conhecidos. “A gente espera que os alunos saiam com esperança, com uma nova visão desse universo que vamos levar para eles. Nosso papel é mostrar que existem vários caminhos e que a música também pode ser um espaço de transformação.”
A edição de retorno do Festival Bananada acontece de 18 a 23 de agosto, em diferentes espaços de Goiânia. A programação inclui shows, festas, showcases e atividades ligadas à economia criativa. Antes disso, porém, o evento começa nas escolas, com a proposta de formar público, ampliar o acesso à cultura e mostrar que a música também se constrói longe do palco.
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