Servidores do Executivo cobram isonomia em benefícios e carreiras
“Infelizmente, o governo está beneficiando apenas uma parte do grupo de servidores, que são os da segurança pública”,afirma o presidente do Sindipúblico
Servidores do Poder Executivo de Goiás reivindicam melhorias nos benefícios e nos planos de carreira. Na manhã desta quinta-feira (25), o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico) solicitou uma reunião com o governador Daniel Vilela (MDB) para apresentar as principais demandas da categoria.
Entre as principais pautas que serão apresentadas ao governador estão a implementação de um vale-alimentação para os servidores do Executivo e a reestruturação das carreiras, que atinge diversos órgãos estaduais. O presidente do Sindipúblico, Nylo Sérgio, argumenta que, embora as negociações com as forças de segurança sejam legítimas, a valorização do funcionalismo deve ocorrer de forma isonômica para todas as categorias.
“Infelizmente, o governo está beneficiando apenas uma parte do grupo de servidores, que são os da segurança pública”, afirma Nylo Sérgio.
Vale-alimentação é uma das principais reivindicações
Sobre o vale-alimentação, o presidente explica ao O HOJE que atualmente há uma disparidade entre os servidores: enquanto alguns não recebem o benefício, outros chegam a receber R$ 3.600. Além disso, Sérgio pontuou que a recente aprovação de um auxílio-alimentação para os servidores da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO) demonstra que o governo estadual não tem contemplado as demais categorias do funcionalismo público.
“Agora, com esse auxílio-alimentação, que é uma verba de caráter indenizatório e não tem desconto nenhum, cada um vai receber R$ 1.000. Ou seja, os demais servidores estão sendo esquecidos e o governador, por meio dessa política, está criando mais uma disparidade entre os servidores”, ressalta.
A proposta de criação do auxílio-alimentação para os servidores da segurança pública foi aprovada em segunda e última votação na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), durante a sessão desta quinta-feira (25), juntamente com outros dois projetos da Governadoria que alteram a política de valorização dos profissionais da segurança pública e a estrutura da Polícia Militar de Goiás.
O líder sindical destacou que os servidores que mais sofrem atualmente com esse problema são os do Poder Executivo, como técnicos, analistas, assistentes e auxiliares, especialmente nas áreas da Secretaria de Estado da Administração (Sead), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Agência Brasil Central (ABC).
Sindicato também cobra reestruturação das carreiras
Além dos benefícios, Nylo Sérgio afirma que os planos de carreira de parte dos servidores precisam ser revistos. Na avaliação do presidente do Sindipúblico, a Agência Brasil Central (ABC) possui “um dos piores planos de carreira do estado de Goiás”.
Outro problema apontado ocorre na Semad, onde, segundo o dirigente, “servidores de cargos diferentes têm as mesmas atribuições, mas estão ganhando bem menos que outros que fazem a mesma coisa”.
Como forma de valorização geral do funcionalismo, o sindicato também defende o pagamento das datas-bases atrasadas referentes aos três primeiros anos do governo Ronaldo Caiado (2019, 2020 e 2021), que acumulam um passivo inflacionário de 13,95%.
“É a forma mais justa de atingir todos os servidores, ou seja, todos os servidores teriam o mesmo percentual de aumento”, afirma.
Em relação a uma possível greve, o líder sindical acredita que ainda é cedo para discutir essa possibilidade, mas afirma que é preciso dar atenção à categoria, que está “revoltada” e com o sentimento de estar “esquecida”.
O governo estadual, por meio da Secretaria de Estado da Casa Civil, foi procurado para comentar as reivindicações apresentadas pelo sindicato, mas não respondeu até o fechamento desta edição.