quarta-feira, 8 de julho de 2026
estimativas do mercado

FMI eleva previsão de crescimento da economia brasileira

Relatório do Fundo Monetário Internacional revisa para cima as projeções do PIB brasileiro em 2026 e 2027

Micael Mourapor Micael Moura em 8 de julho de 2026 às 17:45
FMI
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou as projeções de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira (8). Apesar da revisão positiva, o organismo avalia que a atividade econômica deverá perder ritmo no próximo ano.

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil passou de 1,9% para 2,4% em 2026. Já para 2027, a previsão subiu de 2% para 2,2%.

FMI prevê crescimento acima das estimativas do mercado

Com a atualização, as projeções do FMI ficaram acima das estimativas do mercado financeiro, do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

Atualmente, o Ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,3% para 2026. O Banco Central estima alta de 2%, enquanto o mercado financeiro projeta expansão de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027, conforme o Boletim Focus.

América Latina também tem revisão positiva

O FMI também revisou para cima as perspectivas para a América Latina e o Caribe.

A expectativa é de crescimento de 2,4% em 2026 e de 2,7% em 2027. Para as economias emergentes e em desenvolvimento, grupo do qual o Brasil faz parte, a previsão é de expansão de 3,8% neste ano e 4,5% no próximo.

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Segundo o relatório, fatores como a dependência de commodities, a integração às cadeias globais de tecnologia, as condições financeiras e a exposição ao turismo e ao comércio internacional explicam as diferenças entre os países.

Economia mundial deve desacelerar

Para a economia global, o FMI reduziu a projeção de crescimento de 3,1% para 3% em 2026. Em 2027, a expectativa é de expansão de 3,4%.

O Fundo avalia que a economia mundial demonstrou resiliência diante da guerra no Oriente Médio, mas alerta para riscos relacionados à continuidade do conflito, à fragmentação do comércio internacional e às incertezas sobre o avanço da inteligência artificial.

O relatório também aponta que a inflação global deve atingir 4,7% em 2026, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, antes de recuar para 3,9% em 2027. Além disso, a previsão é de desaceleração do comércio mundial em 2026, com retomada do crescimento no ano seguinte.

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