3 filmes de ficção científica que mais acertaram as previsões sobre o futuro
Conheça filmes de ficção científica que anteciparam tecnologias reais e continuam surpreendendo o público até hoje
Alguns filmes de ficção científica parecem ter enxergado o futuro antes de ele chegar. Diretores e roteiristas imaginaram telas, chamadas de vídeo e comandos por gesto décadas antes de existirem.
Muita gente nem percebe que usa, no dia a dia, algo que já apareceu numa tela de cinema. Conheça três filmes de ficção científica que acertaram previsões impressionantes em relação ao futuro.
Minority Report
Lançado em 2002, Minority Report mostra um policial manipulando telas apenas com as mãos, sem teclado ou mouse. Para criar esse mundo, Steven Spielberg reuniu especialistas em tecnologia e pediu ideias realistas sobre o ano de 2054. Como resultado, o filme trouxe controle gestual, publicidade personalizada e carros sem motorista.
Anos depois, empresas como a Infineon desenvolveram chips de radar capazes de reconhecer gestos a vários metros de distância, aplicados em relógios e caixas de som.
O cientista John Underkoffler, consultor do filme, chegou a apresentar essa interface gestual em uma palestra TED, mostrando que a ideia saiu da tela. Ou seja, o que parecia fantasia de roteiro virou produto real de tecnologia.
Esses filmes de ficção científica costumam nascer de pesquisa séria, não só de imaginação solta. No caso de Minority Report, a equipe consultou futuristas e cientistas da computação antes de desenhar qualquer cena. Além disso, o filme também previu telas transparentes e vigilância por reconhecimento de retina, temas hoje discutidos em debates sobre privacidade digital.
A publicidade personalizada mostrada no filme, com outdoors reconhecendo o rosto de quem passa, também deixou de ser ficção. Sistemas de anúncio direcionado, hoje comuns em redes sociais, seguem lógica parecida com a do filme. Entre os filmes de ficção científica mais citados em reportagens de tecnologia, Minority Report segue como referência.
2001: Uma Odisseia no Espaço
Dirigido por Stanley Kubrick em 1968, esse é um dos filmes de ficção científica mais estudados por prever tecnologia com décadas de antecedência. Na trama, astronautas usam telas finas e retangulares para assistir a notícias durante a viagem. Por exemplo, o formato lembra bastante os tablets usados hoje em aviões e em casa.
Kubrick trabalhou ao lado do escritor Arthur C. Clarke e consultou engenheiros ligados à NASA para manter realismo técnico. Uma cena mostra um personagem conversando com a filha por chamada de vídeo, algo raro na época. Entretanto, a AT&T já testava um aparelho parecido, chamado Picturephone, ainda longe da praticidade atual.
A Samsung chegou a citar esse filme em um processo judicial contra a Apple, afirmando que o conceito de tablet já aparecia na tela desde 1968. Certamente, esse detalhe virou argumento jurídico décadas depois do lançamento do longa. O filme também trouxe uma inteligência artificial conversacional, o computador HAL 9000, que dialogava com a tripulação.
Dentro da lista de filmes de ficção científica que anteciparam hábitos digitais, esse título aparece sempre em primeiro lugar. Ele uniu rigor técnico e imaginação em um só roteiro. Essa combinação ajudou o filme a continuar relevante mais de cinquenta anos depois.
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De Volta para o Futuro Parte II
Lançado em 1989, De Volta para o Futuro Parte II levou os personagens até o ano de 2015 dentro da história. O filme mostrou videochamadas em telas domésticas, pagamentos por aproximação e óculos conectados à internet. Da mesma forma que os outros títulos, o roteiro misturou humor com previsão tecnológica.
Segundo reportagens de veículos como Business Insider e Rolling Stone Brasil, boa parte dessas ideias virou realidade nas décadas seguintes.
Aplicativos de chamada de vídeo, como os usados em reuniões de trabalho, seguem a lógica mostrada na cena da família Mcfly. Similarmente, os óculos inteligentes do filme antecipam produtos como o Google Glass e óculos de realidade virtual atuais.
O filme também trouxe biometria para abrir portas, hoje comum em celulares e fechaduras digitais. Drones aparecem passeando com cachorros na trama, e hoje já existem no mercado com função parecida. Depois disso, vieram até televisores de tela plana, outra previsão certeira do roteiro.
Nem tudo se confirmou, como o skate voador e o carro movido a lixo reciclado. Em conclusão, mesmo com alguns erros, esse continua entre os filmes de ficção científica que mais acertaram sobre o futuro digital.
Um olhar final sobre essas previsões
Os três filmes citados aqui mostram como boa pesquisa técnica pode se transformar em previsão certeira. Cada roteiro contou com especialistas reais para pensar telas, gestos e chamadas de vídeo. Resumindo, ciência e imaginação caminharam juntas nessas produções.
Vale lembrar que nem toda previsão de filme se confirma, e isso também faz parte da graça do gênero. Em outras palavras, o cinema arrisca ideias, e o tempo se encarrega de provar quais delas fazem sentido. Isso não diminui o valor de nenhuma dessas obras.
Assistir de novo a esses clássicos hoje traz uma sensação curiosa de déjà vu tecnológico. Acima de tudo, eles mostram que imaginar o futuro com cuidado pode aproximar arte e ciência de um jeito único. Por isso esses três seguem entre os filmes de ficção científica mais lembrados quando o assunto é previsão de tecnologia.
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