segunda-feira, 27 de julho de 2026
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FMI diz que Argentina está em situação mais estável desde início do governo Milei

FMI prevê crescimento da economia argentina nos próximos anos e descarta necessidade de novo apoio financeiro ao país.

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 27 de julho de 2026 às 20:36
FMI diz que Argentina está em situação mais estável desde início do governo Milei

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira (27) que a Argentina vive um cenário econômico mais estável desde o início do governo do presidente Javier Milei, em 2023. Durante visita a Buenos Aires, a representante do organismo destacou avanços nos indicadores macroeconômicos e financeiros, além de projetar crescimento para a economia argentina nos próximos anos.

A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa ao lado do ministro da Economia, Luis Caputo. Segundo Georgieva, a estabilidade econômica alcançada pelo país contribui para melhorar o desempenho da atividade econômica e fortalecer setores estratégicos.

Além disso, a diretora do FMI ressaltou que a Argentina permanece como o maior devedor da instituição e segue cumprindo o acordo firmado em 2025, no valor de US$ 20 bilhões, com duração de quatro anos.

Quais indicadores o FMI destacou?

Durante a visita, Georgieva afirmou que a Argentina registrou avanços na estabilidade macroeconômica e financeira desde 2023. Entre os pontos citados estão a redução da inflação, o superávit fiscal e a melhora da classificação de risco do país.

Segundo a diretora-gerente, esses fatores criam condições para impulsionar a economia e favorecer setores como petróleo, gás natural, mineração e agricultura.

FMI

Apesar disso, ela afirmou que o país ainda enfrenta desafios relacionados à geração de empregos formais e ao fortalecimento do consumo interno.

Após a reunião, o presidente Javier Milei recebeu Georgieva na Casa Rosada para dar continuidade às conversas sobre a situação econômica do país.

Os desafios ainda permanecem

Embora tenha destacado os avanços, o FMI reconheceu que a economia argentina ainda enfrenta dificuldades. O crescimento da atividade econômica permanece limitado, enquanto o consumo das famílias segue em ritmo reduzido.

Dados divulgados recentemente apontam que a inflação acumulada em 12 meses caiu para 33,5% em junho, após um período em que superava três dígitos. Ao mesmo tempo, a expansão da economia ficou em 0,2% na comparação anual.

Outro indicador observado é a inadimplência das famílias junto ao sistema bancário. Segundo relatório do Banco Central argentino, o índice alcançou 12,8%, o maior nível registrado em duas décadas.

Enquanto a agenda oficial acontecia em Buenos Aires, grupos de manifestantes realizaram protestos em frente ao Ministério da Economia contra a presença do FMI no país.

O que o FMI projeta para a economia argentina?

O Fundo Monetário Internacional mantém uma perspectiva de crescimento para a Argentina nos próximos anos. A instituição estima expansão de 3,5% em 2026 e de 4% em 2027.

Georgieva também descartou, neste momento, a necessidade de um novo pacote de apoio financeiro ao país. Segundo ela, a Argentina reúne condições para cumprir os compromissos assumidos com o organismo internacional.

A diretora ainda destacou a política de recomposição das reservas internacionais conduzida pelo Banco Central argentino. Atualmente, o país possui cerca de US$ 49 bilhões em reservas. Durante a coletiva, Georgieva incentivou a continuidade dessa estratégia.

Nos próximos dias, a representante do FMI seguirá agenda na Argentina, incluindo visita à região de Vaca Muerta, antes de viajar ao Uruguai para reuniões com autoridades do país.

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