Depois de seis anos, Harry e Meghan decidem voltar ao Reino Unido com os filhos
Casal se aproximou do Rei Charles após encontro em Highgrove em julho; filhos Archie e Lilibet devem começar a estudar no país em setembro, mas relação com William segue estremecida
O Príncipe Harry e Meghan Markle vão deixar os Estados Unidos e se mudar para o Reino Unido com os filhos Archie e Lilibet. A decisão, anunciada neste mês, encerra um capítulo que começou em 2019, quando o casal abandonou os deveres reais e cruzou o Atlântico. Os filhos devem começar a estudar no país em setembro.
A mudança não acontece do nada. Em julho, o Rei Charles III recebeu Harry, Meghan e os netos em Highgrove, em um encontro raro que sinalizou uma discreta reaproximação entre pai e filho. Foi a primeira vez em muito tempo que o rei passou tempo com Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5.
Mesmo assim, voltar não significa retomar o lugar que o casal ocupava antes. Harry e Meghan não assumem novamente deveres reais e devem morar em residência privada, fora das propriedades da monarquia. A relação com o Príncipe William permanece estremecida após anos de conflitos que foram a público em entrevistas, documentários e no livro “Spare”.
Estar mais perto de Charles é apontado como um dos principais ganhos. Harry já declarou publicamente que quer reconstruir os vínculos familiares, e a distância geográfica sempre foi um obstáculo para isso. Com os filhos estudando no Reino Unido, a convivência com os parentes britânicos também deve aumentar.
No campo profissional, Harry segue ligado à Invictus Games, competição que criou para apoiar veteranos militares. Em 2027, os jogos acontecem em Birmingham, o que já coloca o príncipe de volta ao centro de uma iniciativa importante em território britânico.
A segurança é um dos problemas mais concretos. Harry perdeu o direito à proteção policial automática ao deixar os deveres reais e ainda não obteve uma solução definitiva nas disputas judiciais que travou desde então. Enquanto a família se prepara para a mudança, as autoridades ainda não definiram como funcionará a proteção dos Sussex no país. Uma pesquisa do YouGov indicou forte resistência dos britânicos à ideia de que os contribuintes custeiem essa proteção.
A imprensa britânica é outro ponto sensível. Harry passou anos combatendo tabloides do país na Justiça e, recentemente, saiu derrotado em uma ação contra a editora do Daily Mail, sendo condenado a pagar cerca de £9,5 milhões em custos. Voltar ao Reino Unido significa conviver diariamente com esse ambiente.
A opinião pública também não recebe o casal de braços abertos. Pesquisa recente do YouGov mostrou que apenas 21% dos britânicos consideram que Harry e Meghan deveriam voltar, enquanto 33% são contra o retorno. Por outro lado, 58% gostariam de ver uma reconciliação entre Harry e William, o que sugere que o público separa as questões.
A volta não tem uma explicação pública definitiva. O que aparece com mais consistência é a combinação de família, educação dos filhos e a aproximação com Charles. Especulações sobre motivações financeiras circulam na imprensa britânica, mas não foram confirmadas pelo príncipe.
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