Ouro recua com inflação dos EUA e temor de juros mais altos
Metal precioso encerra sessão em queda de 0,88%, enquanto dados americanos fortalecem dólar e elevam os rendimentos dos Treasuries
O ouro terminou o pregão desta quarta-feira (26/8) sob pressão após a divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos acima das expectativas do mercado. O resultado reforçou a avaliação de que o Federal Reserve pode manter uma política monetária mais rígida por mais tempo. A perspectiva impulsionou o dólar e os juros dos títulos do Tesouro americano, dois fatores que costumam pesar sobre as cotações do metal. Na Comex, o contrato mais líquido do ouro recuou 0,88%.
O ouro com entrega em dezembro encerrou o dia cotado a US$ 4.653,30 por onça-troy na divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). A prata também fechou em baixa, com queda de 0,96% no contrato para setembro, a US$ 68,02 por onça-troy. O movimento ocorreu após o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) dos Estados Unidos apresentar, em julho, uma alta ligeiramente superior à prevista pelos analistas.
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Apesar do dado de inflação, a Capital Economics avalia que o resultado, isoladamente, não deve levar o Fed a elevar os juros já em setembro. A consultoria, porém, considera que o cenário de crescimento econômico relativamente favorável e um mercado de trabalho ainda resiliente mantém aberta a possibilidade de novos apertos monetários. A previsão da empresa é de uma elevação de 0,25 ponto porcentual em dezembro, seguida por outro aumento no início de 2027.
As atenções do mercado agora se voltam para o simpósio de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve de Kansas City nesta semana. Declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre o combate à inflação podem influenciar novamente os preços dos metais. A Sucden Financial avalia que o ouro encontrou uma região de suporte próxima dos US$ 4.600 por onça-troy, após os efeitos da recompra de títulos anunciada pelo Departamento do Tesouro americano na semana passada.
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