Salário mínimo se aproxima da renda típica no Nordeste e reacende debate sobre reajustes
Estudo aponta que piso nacional equivale a quase 100% do salário mediano em sete estados e divide economistas sobre impactos na pobreza, informalidade e desigualdade
O salário mínimo brasileiro, atualmente fixado em R$ 1.621, passou a representar uma parcela cada vez maior da renda dos trabalhadores, especialmente no Nordeste. Levantamento do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) mostra que o piso equivale a cerca de 65% do salário mediano do país, proporção que coloca o Brasil na sexta posição entre 34 nações analisadas.
Em Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, o mínimo se aproxima de 100% da remuneração mediana. O cenário contrasta com o Distrito Federal, onde corresponde a 49% da renda típica, além de Santa Catarina, com 52%, e São Paulo, com 57%, evidenciando diferenças expressivas entre os mercados de trabalho regionais.
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O avanço do piso nacional, que acumulou ganho real de 125,8% desde 2000, voltou a dividir especialistas. Economistas do IMDS avaliam que reajustes elevados, sem crescimento proporcional da produtividade, podem aumentar a informalidade e pressionar as contas públicas, já que o salário mínimo também serve de referência para aposentadorias e benefícios assistenciais.
O debate ganha peso no cenário eleitoral, enquanto diferentes correntes defendem desde a manutenção dos aumentos reais até mudanças na vinculação do piso a benefícios previdenciários e assistenciais.
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