terça-feira, 1 de setembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

PL Goiás dividido: Gayer e Vitor Hugo defendem Márcio Corrêa

Gustavo Gayer e Vitor Hugo defendem Márcio Corrêa após abertura de processo disciplinar no PL e pedem diálogo para evitar desgaste eleitoral

Luma Silveirapor em
PL Goiás dividido: Gayer e Vitor Hugo defendem Márcio Corrêa
A reação de integrantes do próprio PL mostra que a punição ao prefeito não é consenso entre as lideranças | Foto: Reprodução

O processo disciplinar instaurado pelo PL contra o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, colocou em evidência uma disputa política que atravessa o partido em Goiás. A divergência surgiu após Corrêa declarar apoio à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo estadual, enquanto a legenda mantém Wilder Morais como seu candidato.

A reação de integrantes do próprio PL mostra que a punição ao prefeito não é consenso entre as lideranças. Gustavo Gayer e Vitor Hugo defenderam que o episódio seja tratado com cautela e chamaram atenção para a existência de outros apoios políticos que fogem da orientação oficial da legenda.

Gayer citou como exemplo o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, também filiado ao PL e apoiador de Daniel Vilela. Para o deputado, o tratamento dado aos diferentes casos precisa ser considerado na discussão sobre uma eventual punição.

Vitor Hugo também relativizou a situação e afirmou que alianças e apoios cruzados são comuns durante uma eleição. Na avaliação dele, o conflito não deveria necessariamente resultar em uma ruptura entre o partido e o prefeito.

O episódio ganha peso porque Márcio Corrêa comanda uma das principais cidades de Goiás e tem influência política na região. Uma eventual expulsão poderia ampliar o desgaste entre grupos que já se movimentam para definir alianças para a disputa estadual.

A representação que deu origem ao procedimento foi apresentada por um assessor de Wilder Morais e questiona a manifestação pública de Corrêa em favor de um candidato de outra legenda.

O caso ainda está em tramitação dentro do PL. Antes de qualquer punição, o prefeito terá direito à defesa e o partido deverá analisar os argumentos apresentados no processo.

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