PIB coloca Brasil em 5º lugar no ranking mundial e pode ultrapassar Rússia em 2027
Brasil avança no ranking do PIB e pode ultrapassar Rússia como 9ª maior economia
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, no entanto, representa uma desaceleração em relação aos três primeiros meses do ano.
Mesmo com o ritmo menor, o Brasil terminou o segundo trimestre na quinta posição entre as economias que mais cresceram no período, de acordo com levantamento da Austin Rating.
Com isso, o país ficou à frente de grandes economias e também de integrantes do Brics. A China, por exemplo, apareceu na 19ª posição do levantamento.
O resultado ocorreu em um cenário de desaceleração em diferentes economias emergentes. Segundo a análise da Austin Rating, os efeitos do conflito no Oriente Médio contribuíram para pressionar o desempenho de parte desses países.
Para Alex Agostini, economista-chefe da consultoria, o ranking mostra que o Brasil manteve um crescimento superior ao registrado por diversas economias emergentes no segundo trimestre.

Ao mesmo tempo, o economista destacou que o período apresentou uma desaceleração generalizada em comparação com o primeiro trimestre.
O que explica o desempenho brasileiro?
De acordo com Agostini, fatores internos também influenciaram o resultado brasileiro. Entre eles está a expansão dos gastos públicos.
Segundo o economista, esse movimento contribui para a manutenção de juros elevados e para a pressão sobre a inflação.
Além disso, análises de economistas ouvidos pelo g1 apontam sinais de perda de força no consumo das famílias e em setores ligados ao mercado interno.
Portanto, embora o PIB tenha registrado crescimento no segundo trimestre, os números indicam uma economia em ritmo menor.
O desempenho da agropecuária também teve participação no resultado do período. O setor ajudou a sustentar o crescimento da economia brasileira entre abril e junho.
Ainda assim, a desaceleração em relação ao trimestre anterior aparece como um dos principais pontos dos dados divulgados pelo IBGE.
Brasil pode ultrapassar Rússia em 2027
Além do ranking de crescimento trimestral, as projeções para o tamanho das economias colocam o Brasil diante de uma possível mudança de posição nos próximos anos.
Atualmente, o Brasil ocupa a 10ª posição entre as maiores economias do mundo, considerando o PIB nominal. A estimativa para 2026 aponta um Produto Interno Bruto de aproximadamente US$ 2,64 trilhões.
Na lista, o país aparece atrás de Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
A distância para a economia russa, entretanto, pode diminuir nos próximos meses.

Segundo projeções da Austin Rating, o PIB nominal brasileiro pode chegar a US$ 2,77 trilhões em 2027. No mesmo período, a Rússia teria uma economia estimada em US$ 2,53 trilhões.
Caso os números se confirmem, o Brasil ultrapassaria a Rússia e passaria a ocupar a 9ª posição entre as maiores economias do mundo.
A Itália permaneceria à frente, com uma projeção de US$ 2,81 trilhões.
Projeções colocam Brasil entre as maiores economias
O cálculo considera o PIB nominal, indicador que mede o valor de todos os bens e serviços produzidos por um país a partir dos preços do período. Dessa forma, ele também considera os efeitos dos preços e da inflação.
Para 2027, a projeção indica que o PIB brasileiro alcançaria cerca de R$ 14,2 trilhões, enquanto o PIB russo ficaria em aproximadamente R$ 13 trilhões, segundo os valores apresentados pela Austin Rating.
Além disso, as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o PIB nominal mundial deve chegar a US$ 126,3 trilhões em 2026.
Desse total, aproximadamente US$ 93,9 trilhões devem ficar concentrados entre as 15 maiores economias do planeta.
Assim, o Brasil aparece em duas frentes no levantamento. De um lado, registrou crescimento suficiente para ocupar a quinta posição no ranking trimestral. De outro, pode ganhar uma posição entre as maiores economias do mundo em 2027, caso as projeções sejam confirmadas.
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