quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Operação Last Ride

Operação prende quatro suspeitos de fraude em cadastros de aplicativo de transporte no DF

Investigação aponta esquema que usava dados falsos para liberar motoristas bloqueados, sem habilitação ou com restrições judiciais

Eduardo Silvapor em
Operação prende quatro suspeitos de fraude em cadastros de aplicativo de transporte no DF
Foto: PCDF

Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante a Operação Last Ride, deflagrada na terça-feira (1º/9) para combater um esquema de falsificação de cadastros em aplicativo de transporte. A investigação é conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). As prisões ocorreram em Sobradinho, onde três investigados foram encontrados, e em Rio Verde (GO).

De acordo com a polícia, o grupo mantinha centenas de registros irregulares e utilizava dados falsificados ou pertencentes a terceiros para esconder a identidade dos verdadeiros condutores. Entre os beneficiados estariam pessoas anteriormente bloqueadas pela plataforma, sem habilitação para dirigir ou submetidas a restrições relacionadas a antecedentes criminais. Um dos presos é apontado como o principal articulador da estrutura investigada.

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Além do prejuízo financeiro provocado à empresa responsável pelo aplicativo, a prática levantou preocupação com a segurança dos passageiros. Como os motoristas podiam atuar com identidades diferentes das reais, eventuais crimes cometidos durante as viagens poderiam ser vinculados a terceiros, dificultando a identificação dos responsáveis. A polícia também apreendeu celulares, computadores, documentos, cartões bancários e outros materiais que serão periciados para identificar novos envolvidos e possíveis vítimas.

A operação também resultou em restrições judiciais sobre veículos ligados aos investigados e no bloqueio de ativos e valores que possam ter origem nas fraudes. Os suspeitos são investigados por furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas máximas, somadas individualmente, podem chegar a 32 anos de prisão. As diligências continuam para dimensionar o prejuízo, identificar todos os participantes e localizar outros bens relacionados ao esquema.

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Fraude Operação quadrilha

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