sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde Mental

Celina Leão rebate acusação de “limpeza social” e defende ação integrada para população de rua do DF

Governadora do DF afirma que abordagem envolve acolhimento, assistência social e saúde mental e cita redução de 63% nos índices de violência na capital

Nayane Gamapor em
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FOTO: HUGO BARRETO

 

 

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), rebateu, durante debate realizado na quinta-feira (10), a acusação de que as ações do governo voltadas à população em situação de rua representariam uma política de “limpeza social”. Ao defender as medidas adotadas pela gestão, a chefe do Executivo afirmou que o problema precisa ser enfrentado de forma integrada, envolvendo assistência social, saúde mental e segurança pública.

“Quando eu assumi o governo, não assumi de improviso, assumi gestão. Eu fui a única pessoa que assumiu esse problema de frente”, afirmou Celina. Segundo a governadora, o governo encaminhou à Câmara Legislativa um projeto que prevê a internação compulsória em situações específicas, mas a medida seria utilizada apenas em casos considerados extremos e mediante avaliação médica.

“Não é uma imposição, não é uma higienização social, tem uma avaliação médica. O problema é que o gestor tem que entender que a gente enfrenta uma grande crise de saúde mental”, declarou.

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Sedes e acolhimento à população de rua

Celina afirmou que a estratégia adotada pelo governo não se limita à retirada das pessoas dos espaços públicos. Segundo a governadora, as ações envolvem acolhimento, assistência social, capacitação e encaminhamento para serviços de saúde.

A chefe do Executivo também destacou a identificação de áreas ocupadas e abandonadas. De acordo com ela, foram mapeados 450 pontos no Distrito Federal e cerca de 400 já passaram por ações de desobstrução.

“Nós mapeamos 450 pontos abandonados com barracas, áreas como o Buraco do Rato, Asa Norte, uma favela na Asa Norte, toda uma cidade abandonada. Nós já desobstruímos 400 pontos, chegamos, oferecemos acolhimento, cursos de capacitação para o agente público ter esse poder, teve um planejamento com a assistência social”, explicou.

A questão da população em situação de rua também passou a integrar o debate eleitoral no Distrito Federal, com diferentes pré-candidatos apresentando propostas para o tema. Celina, no entanto, busca se diferenciar ao apresentar medidas que, segundo ela, já estão em execução pelo governo.

Violência caiu 63% no DF, diz Celina

Ao defender a estratégia de enfrentamento, Celina também citou um dado que considera resultado da atuação de sua gestão na área de segurança. Segundo a governadora, desde que assumiu o Executivo, o Distrito Federal registrou redução de 63% nos índices de violência.

“Desde que eu assumi, nós reduzimos a violência em 63%”, afirmou.

O dado foi apresentado pela governadora ao defender que a situação da população em rua não pode ser tratada de maneira isolada. Para Celina, os casos mais complexos envolvem também saúde mental e acabam produzindo reflexos na segurança pública.

“A questão da saúde mental e da população de rua gera crise na segurança pública, mas pela primeira vez estamos enfrentando isso de frente”, disse.

A gestão também trabalha na ampliação da estrutura de atendimento em saúde mental. De acordo com Celina, quatro novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) estão sendo construídos no Distrito Federal.

Centro Pop será transferido

Celina voltou a falar sobre a transferência do Centro Pop, unidade voltada ao atendimento da população em situação de rua. Segundo a governadora, o local atual não seria adequado e a mudança deve ocorrer nos próximos dias.

“Daqui a 15 dias nós estaremos transferindo o Centro Pop daquele local, porque não era um local adequado. Nós estamos acolhendo essas pessoas de verdade”, afirmou.

A governadora voltou a destacar que a internação representa o último estágio da política defendida por sua gestão e que a decisão deve passar por avaliação médica.

“O ápice do problema é quando a gente tem que internar, mas isso tem toda uma avaliação médica”, declarou.

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Tags:
debate Eleições governadora saúde mental violência

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