segunda-feira, 14 de setembro de 2026
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Durigan diz que instabilidade no STF atrapalha economia brasileira

Durigan cobra transparência do STF e fala em impacto na economia

Otavio Augustopor em
Durigan diz que instabilidade no STF atrapalha economia brasileira
Foto: Lula Marques

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia brasileira e reduz a previsibilidade para investidores. A declaração foi dada em entrevista ao NeoFeed.

Segundo Durigan, episódios de conflito ou incerteza dentro da Corte podem afetar a credibilidade do país no mercado internacional. Para ele, a falta de previsibilidade interfere nas decisões de investidores estrangeiros.

“Esse tipo de instabilidade é muito ruim. Tenho que reconhecer isso. Atrapalha a economia, atrapalha a credibilidade de investidor estrangeiro”, afirmou o ministro.

 

 

 

A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o STF desde o início de setembro. O episódio ganhou repercussão após a divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

Ministro defende mais transparência no Supremo

Durigan também defendeu mudanças na forma como informações sobre processos chegam ao público. Segundo ele, o STF precisa ampliar a transparência e evitar a divulgação seletiva de informações.

O ministro afirmou que a Corte deveria “abrir os processos sem escolhas seletivas do que está sendo vazado, [ou] não vazado”.

Além disso, Durigan citou uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a necessidade de não interferir em investigações que envolvam aliados ou familiares. Para o ministro, o mesmo princípio deve valer para integrantes do Judiciário.

STF
Foto: Divulgação

“Isso vale para qualquer ministro do Supremo. Isso vale para qualquer ministro de tribunal superior”, disse.

Durigan rebate críticas sobre política fiscal

Na entrevista, o ministro também respondeu às críticas do mercado financeiro à política fiscal do governo Lula. Durigan classificou como “preconceito fiscal” a avaliação de que governos de direita seriam necessariamente mais responsáveis com as contas públicas do que administrações de centro-esquerda.

 

 

 

Segundo ele, um eventual quarto mandato de Lula deverá ampliar a revisão de benefícios tributários e programas sociais. A medida, conforme o ministro, teria como objetivo contribuir para o resultado primário e o equilíbrio das contas públicas.

O tema fiscal aparece em meio às discussões sobre as contas do governo e as medidas necessárias para ampliar as receitas e controlar despesas.

Juros e consumo afetam empresas

Durigan também analisou a onda de pedidos de recuperação judicial no varejo. Entre os casos citados estão Casas Bahia e Raízen.

Na avaliação apresentada pelo ministro, o cenário resulta principalmente da combinação entre juros elevados e mudanças nos hábitos de consumo. A combinação aumenta a pressão sobre empresas e altera o comportamento dos consumidores.

Foto: Divulgação

Além disso, Durigan defendeu uma revisão das regras que regulamentam os fundos de investimento no Brasil. A proposta foi relacionada aos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e a Reag.

Ao abordar os diferentes temas, o ministro relacionou a estabilidade institucional, a política fiscal e o ambiente regulatório às condições para o funcionamento da economia e para a tomada de decisões por empresas e investidores.

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