Vendas do varejo recuam 0,8% em julho, aponta IBGE
Resultado veio abaixo das expectativas e interrompeu dois meses seguidos de alta; móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 4,9%
As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,8% em julho de 2026, na comparação com junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu uma sequência de dois meses de avanços, de 0,2% em maio e 0,3% em junho. Apesar da retração mensal, o setor acumula alta de 1,8% no ano e de 1,6% em 12 meses.
O desempenho ficou no limite inferior das projeções de mercado, cuja mediana indicava queda de 0,3%. Na comparação com julho de 2025, o varejo cresceu 1,2%, também abaixo dos 2,2% esperados pelos analistas. Entre os segmentos, móveis e eletrodomésticos registraram a principal retração, de 4,9%. Livros, jornais, revistas e papelaria também recuaram, com baixa de 4,2%.
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Segundo Cristiano dos Santos, gerente da pesquisa do IBGE, o comportamento de julho foi influenciado pelo ciclo de vendas relacionado à Copa do Mundo. O segmento de móveis e eletrodomésticos teria sentido uma redução após o aumento na procura por televisores nos meses anteriores. Já o comércio de livros, jornais, revistas e papelaria foi afetado pelo movimento das vendas de álbuns de figurinhas, que avançaram 17,3% em maio e recuaram 11,7% em junho.
No varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado de produtos alimentícios, houve crescimento de 0,4% em julho, após queda de 1,1% no mês anterior. Ainda assim, economistas avaliam que os números indicam perda de ritmo da atividade no início do terceiro trimestre. Itaú, ASA e Terra Investimentos apontaram sinais de enfraquecimento do consumo e projetaram um cenário de atividade econômica mais moderada nos próximos meses.
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