Nikolas diz que não haverá acordo com Moraes caso Flávio seja eleito: “sem anistia”
Deputado reeleito defende impeachment e prisão do ministro do STF e critica decisões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, nesta quarta-feira (7), que não haverá acordo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no segundo turno. Ao Metrópoles, o parlamentar criticou decisões de Moraes relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e defendeu medidas contra o ministro.
Nikolas afirmou que considera “imperdoável” a atuação de Moraes nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e rejeitou a possibilidade de uma aproximação entre o ministro e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o deputado, eventuais mudanças de postura de Moraes não seriam suficientes para impedir uma eventual responsabilização. “Daqui a pouco o Moraes vai estar vestido de Deus, pátria, família e liberdade, com a camisa verde e amarela, uma faixa 100% de Jesus, com a Bíblia na mão, para tentar fugir da punição que é devida a ele. Ô, Alexandre de Moraes, sem anistia, sem anistia”, afirmou.
O parlamentar também defendeu o impeachment e a prisão do ministro. Ao comentar o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu enquanto estava preso em decorrência dos processos relacionados ao 8 de janeiro, Nikolas afirmou que Moraes deveria responder pelas decisões tomadas durante os processos. “Para mim o caminho é simples: impeachment e cadeia”, disse.
8 de janeiro
Na entrevista, Nikolas também criticou as condições enfrentadas pelos presos após os atos de 8 de janeiro. O deputado classificou como “campo de concentração” o local para onde parte dos detidos foi levada após as manifestações e afirmou que houve casos de pessoas sem antecedentes criminais submetidas a penas que, segundo ele, seriam superiores às aplicadas a criminosos condenados por outros delitos. As afirmações foram feitas pelo parlamentar ao comentar as decisões judiciais relacionadas aos envolvidos nos atos.
Nikolas ainda afirmou que famílias de pessoas presas após o 8 de janeiro teriam sido prejudicadas pelas medidas judiciais e citou o caso de uma mulher com seis filhos que, segundo ele, teve o salário bloqueado. O deputado também defendeu que o PL priorize o comando do Senado na próxima legislatura, posição que, segundo ele, permitiria ao partido pautar temas como processos de impeachment de ministros do STF.
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