quinta-feira, 8 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026 | GDF

Celina Leão eleva tom contra Grass e critica PT antes do 2º turno no DF

Governadora voltou a questionar declarações do adversário sobre o BRB, obras e serviços públicos durante entrevista nesta quarta-feira (8)

Thais Munizpor em
celina leão
Foto: Vinícius Saiki

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) intensificou as críticas ao candidato Leandro Grass (PT) nesta terça-feira (8) em Brasília. Na reta inicial do segundo turno pelo Governo do Distrito Federal, a candidata à reeleição contestou declarações do adversário sobre o Banco de Brasília (BRB), obras, saúde e educação. Celina também voltou a citar o histórico do PT ao defender os resultados que atribui à própria gestão.

A disputa entre os dois candidatos será decidida em 25 de outubro. No primeiro turno, Celina recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Grass ficou em segundo lugar, com 569.930 votos, ou 34,47%.

Durante a entrevista, Celina foi questionada sobre uma declaração de Grass a respeito da crise do BRB. Segundo a governadora, o candidato afirmou que teria informações adicionais sobre a situação do banco, mas não apresentou detalhes sobre quais seriam esses dados.

Ao responder, Celina não se limitou a comentar a situação do banco. A governadora aproveitou a pergunta para ampliar as críticas ao adversário e afirmou que Grass estaria apresentando informações falsas durante a campanha.

“Igual todas as mentiras que ele faz. O Leandro Grass é o maior mentiroso porque eu acho que ele serve junto com o Lula. Ele mente aqui, ele traz dados falsos”, afirmou.

A partir desse ponto, Celina passou a citar números e ações do governo para contestar a avaliação apresentada pelo candidato do PT. A governadora mencionou resultados nas áreas de saúde, segurança, educação e infraestrutura.

Celina cita obras e serviços para rebater Grass

Ao falar sobre infraestrutura, Celina afirmou que Grass estaria fazendo críticas sem conhecer algumas das regiões que, segundo ela, ainda precisam de investimentos. Entre os locais citados pela governadora estão Chácara Santa Luzia, 26 de Setembro e as áreas conhecidas como INCRA 7, 8 e 9.

A candidata relacionou as obras à necessidade de melhorar a mobilidade de moradores que enfrentam longos deslocamentos diariamente. Na entrevista, Celina também afirmou que o governo mantém ordens de serviço em diferentes regiões do Distrito Federal.

“Onde que o Grass está vivendo? O Grass, no primeiro debate, ele disse que o governo brasileiro não precisava de obras. É porque ele nunca foi lá na Chácara Santa Luzia. É porque ele nunca pisou o pé lá no INCRA 7, 8 e 9. A cidade precisa de obras, de infraestrutura, para melhorar a mobilidade de todo mundo que fica uma hora no trânsito por dia”, declarou.

Celina também citou ações na área da saúde para contestar as críticas de Grass. Segundo a governadora, a administração realizou 20 mil procedimentos e 200 mil consultas em quatro meses. A candidata ainda mencionou intervenções realizadas em diferentes pontos do DF.

A governadora afirmou que a estratégia para os próximos debates será responder às críticas apresentando números e ações da administração. Celina disse que pretende confrontar diretamente as informações apresentadas pelo adversário.

“Eu vou responder com a verdade. Ele vai falar a mentira dele, eu vou responder com a verdade. Sempre com a verdade, tratando a verdade. A verdade sempre vence a mentira”, afirmou.

Governadora volta a citar histórico do PT

As críticas de Celina também avançaram para o histórico do PT no Distrito Federal. Ao comparar a atual gestão com administrações anteriores, a governadora citou áreas como saúde, educação, segurança e assistência social.

Celina mencionou programas como Prato Cheio, DF Sem Miséria, Vale-Gás, Cartão Uniforme Escolar e Cartão Material Escolar. A candidata usou as iniciativas para apresentar uma comparação entre as políticas sociais de seu governo e aquelas adotadas em gestões anteriores.

“Na época do PT não tinha nem cesta básica aqui no DF. Era uma cesta básica física que eles entregavam, e olha lá para quem entregavam”, afirmou.

Na educação, Celina citou a substituição de mais de 3,6 mil servidores temporários por concursados. A governadora também afirmou que sua gestão abriu o que classificou como o maior concurso público da história da educação do DF.

Outro ponto mencionado foi a ampliação da educação em tempo integral. Celina afirmou que pretende implementar gradualmente o modelo até alcançar toda a rede pública em quatro anos, caso seja reeleita.

A governadora também falou sobre a demanda por vagas em creches. Segundo Celina, o governo recebeu uma fila de 26 mil crianças e atualmente possui mais de 4 mil cartões-creche disponíveis. A candidata afirmou ainda que seis novas creches estão em construção.

Ao comparar sua administração com governos anteriores, Celina voltou a direcionar críticas ao PT e mencionou casos envolvendo integrantes da legenda. A declaração ocorreu enquanto a governadora respondia a críticas de Grass sobre sua gestão e sobre antigos governos do DF.

“O ex-governador que foi preso foi o ex-governador dele que foi preso. O presidente dele foi preso”, afirmou.

A candidata também criticou Grass por, segundo ela, apresentar problemas do Distrito Federal sem considerar as ações realizadas pelo atual governo. Em outro momento, Celina afirmou que os números de sua administração deveriam ser usados para avaliar os primeiros meses de gestão.

“Os números falam por si, nós operamos 20 mil pessoas em quatro meses. Nós atendemos 200 mil consultas em quatro meses”, declarou.

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BRB entra no centro da disputa pelo segundo turno

A crise do BRB deve continuar entre os principais temas da disputa. O banco já aparece nas críticas de Grass à administração de Celina e também tem sido usado pela governadora para defender medidas adotadas pelo GDF.

Durante a entrevista, Celina afirmou que as ações para tentar recuperar o banco já estão em andamento. A governadora citou uma ação judicial relacionada ao pedido de aval da União e afirmou que o governo também busca alternativas de financiamento.

“O plano e a proposta para salvar o Banco de Brasília não precisa ser eleita para acontecer. Ela já está acontecendo”, disse.

Celina também mencionou a possibilidade de financiamento internacional para o banco. A governadora afirmou que uma equipe trabalha na busca por recursos e que existem diferentes alternativas para fortalecer a instituição.

A candidata ainda relacionou a situação do BRB ao cenário político nacional. Ao ser questionada sobre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), apoiado por Celina no segundo turno presidencial, a governadora afirmou que uma mudança na configuração do Congresso e do governo federal poderia criar condições diferentes para o banco.

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