sábado, 10 de outubro de 2026
OPINIÃO

PT já perdeu: há 1% de indecisos e Flávio abre até 6% sobre Lula

Eleitor de esquerda não vota em Bolsonaro e de direita não digita o 13. Se ninguém larga a mão de ninguém, o jeito é se valer de quem não sabe em quem votar, que em quantidade é 5x menor que a diferença entre os dois que passaram para o 2º turno das eleições presidenciais. Somando-se o fato de que o vencedor do 1º nunca é superado, o PL voltou ao poder no Brasil

Nilson Gomespor em
PT já perdeu: há 1% de indecisos e Flávio abre até 6% sobre Lula
Os números estão massacrando o PT. A cada pesquisa, de institutos espalhados por todos os cantos, as projeções adiantam o resultado do último domingo do mês Fotos: Vittor Sales/Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro e Lula Marques/ABr

Ninguém votou no 2º turno, então, só após a contagem dos votos se poderá dizer quem é o próximo presidente da República. Mais ou menos. Faltam duas semanas para a eleição e, mesmo com a rapidez com que as notícias se espalham na internet, é impossível cristalizar um interesse completamente antagônico ao desenvolvido ao longo dos últimos anos. Em 1989, na volta da escolha direta do chefe do Executivo federal, o 1º colocado no 1º turno foi Fernando Collor, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2º, mesmo resultado do 2º turno.

Em 1994, Fernando Henrique Cardoso havia liquidado a inflação e proporcionado com o Plano Real a estabilidade econômica do País, levou no 1º turno. Lula havia ficado em 2º novamente, mas perdeu de vez. Em 1998, novamente FHC ganhou de vez no 1º turno, Lula foi o 2º, porém sem 2º turno. A experiência se consolidou em milhares de eleições estaduais e municipais. Enfim, vai ser isso: vai ser osso.

Os números estão massacrando o PT. A cada pesquisa, de institutos espalhados por todos os cantos, as projeções adiantam o resultado do último domingo do mês. O eleitor de Lula muito raramente o deixaria para votar em Flávio Bolsonaro (PL) e a recíproca é verdadeira. Por isso, as respectivas campanhas agem com fúria sobre as fatias ainda indecisas.

O problema: é ínfima a quantidade de eleitores que ainda não sabem em quem votar. A faixa consolidada é de 1%. Outra coluna na planilha mostra a diferença entre os concorrentes: Flávio está 5% e até 6% acima de Lula. Parece pouco, por causa da margem de erro de 2%, mas é uma imensidão quando se lembra que não há de onde tirar votos para o petista.

Cenário permite concluir que Flávio é o próximo presidente

Portanto, o cenário de hoje permite concluir que Flávio é o próximo presidente da República. Tem como dar zebra? Como se disse no início, só está consolidado após a posse, mas o retrato atual é do filho 01 de Jair Bolsonaro com a faixa do posto 01 da República. É possível afirmar que Lula não foi reeleito diante das circunstâncias. Os adesistas, aqueles macacos obesos que não pulam em galho seco, acertam todas. E estão todos indo para a sombra de Flávio.

Até o grupo mais oportunista, o Centrão, e o partido que melhor o representa, o Republicanos, desceu do muro e optou pelo candidato do PL. Os benefícios sociais decidem a eleição no Nordeste inteiro, mesmo assim Lula suou para vencer nos Estados mais populosos, Bahia e Ceará, e perdeu no Maranhão e em Alagoas. Nos últimos dias, o governo está saqueando os cofres públicos para reverter o placar do 1° turno. Culminou com subsídio aos combustíveis, válido enquanto durar o período eleitoral. Deu R$ 30 mil para cada motorista de aplicativo que comprar carro zero quilômetro. Só falta apelar para as festas no gênero Daniel Vorcaro, o dono do finado Banco Master.

O PT, óbvio, não desistiu

Quem digitou o 13 no 1° turno, só numa razão de 0,000000001% trocaria pelo 22. O PT, óbvio, não desistiu, colocou na rua sua militância digital e de estudantes de universidades públicas. A publicidade paga pelos ministérios continua a pleno vapor em jornais e revistas impressos, rádios e tudo quanto é tela. Continua mandando dinheiro para os quatro cantos do País. Bolsas, vales e outras entregas de recursos nas mãos de eleitores permanecem até a véspera da votação.

Ainda assim, a destruição da força do trabalho não está fazendo efeito. Estão sendo formadas gerações que esperam a sobrevivência cair na conta todo mês sem qualquer contrapartida. Talvez seja o pior legado que o futuro vai pagar. A geração 2001-2025 foi completamente perdida. A que começou este ano e vai até 2050 ainda tem jeito. Vai depender da confirmação do favoritismo no próximo dia 25.

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