Caso Master completa um mês sem andamento na presidência do STF
Polícia Federal (PF) deve entregar a Fachin, na terça-feira (13), um relatório com menções a integrantes do STF no caso
O caso do antigo Banco Master completa um mês parado na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin, presidente da Corte, enviou as investigações e os processos sobre o banco ao próprio gabinete em 12 de setembro, e desde então os pedidos de liberdade de investigados aguardam despacho.
Na semana passada, a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltou a pedir que Fachin libere o pedido de liberdade para análise do ministro André Mendonça, antigo relator do caso. Outros quatro investigados presos também pediram a análise de recursos contra as prisões preventivas.
A Polícia Federal (PF) deve entregar a Fachin, na terça-feira (13), um relatório com menções a integrantes do STF no caso. Em ofício à PF, Fachin afirmou que dará os encaminhamentos devidos quando receber as informações completas, sem exceção de pessoa.
A crise se agravou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com registros de contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro. Os dois ministros passaram a trocar acusações.
Em 15 de setembro, o plenário começou a discutir se os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça devem ser analisados em conjunto. O ministro Flávio Dino pediu vista e tem até dezembro para devolver o processo. Com isso, Fachin retirou da pauta o julgamento sobre a atuação de Mendonça.
Na sexta-feira (9), Fachin barrou a ordem do ministro Luiz Fux para que a íntegra do inquérito das fake news fosse entregue ao gabinete dele em 48 horas.
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