Celina Leão promete orçamento de R$ 8 bilhões para o DF em 2027
Em sabatina ao Correio Braziliense, candidata à reeleição afirmou que pretende ampliar a arrecadação com imóveis públicos e transformar secretarias em agências
A candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a aprovação do orçamento de 2027 será uma das prioridades caso permaneça no cargo. Em sabatina ao Correio Braziliense, realizada na quarta-feira (7), ela apresentou propostas para organizar os gastos públicos, ampliar receitas e melhorar o planejamento financeiro do governo.
Segundo Celina, a previsão orçamentária para 2027 é de R$ 8 bilhões. A candidata defendeu a elaboração de um orçamento alinhado às despesas reais de cada área, como transporte e saúde, para evitar previsões que não possam ser executadas.
“É a primeira vez que conseguimos fazer um orçamento ajustado e estamos colocando o orçamento do jeito que você gasta, aquilo que você gasta no transporte, você vai fazer a previsão no transporte, aquilo que você gasta na saúde, para você ter um orçamento exequível, para não ter um orçamento totalmente fictício, que depois você não dá conta de executar”, afirmou.
Governo pretende gerar receita com imóveis
Celina atribuiu o planejamento financeiro ao equilíbrio das contas públicas e citou a transferência de secretarias para o centro administrativo como uma medida para reduzir despesas com aluguel.
A candidata também afirmou que o governo está catalogando cerca de 7 mil imóveis públicos. A proposta é colocar parte desses bens para alugar, gerando receita e reduzindo riscos de deterioração e invasões.
Segundo ela, o processo está em fase de auditoria. A administração ainda avalia se a gestão dos aluguéis ficará sob responsabilidade da Terracap ou de uma futura agência de desenvolvimento.
Secretarias podem virar agências
Outra proposta apresentada por Celina é transformar secretarias em agências, sem ampliar os gastos públicos. Como exemplo, ela citou a Secretaria de Governança Digital, que, segundo a candidata, poderá se tornar uma agência ligada a uma empresa pública digital.
A ideia é utilizar recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) para financiar projetos e desenvolver produtos tecnológicos que possam gerar receitas para o governo. A proposta prevê a participação de universidades, pesquisadores, cientistas e startups, com possibilidade de comercialização das soluções para outros estados e retorno financeiro por meio de royalties.
As medidas foram apresentadas por Celina durante a sabatina como parte de seu planejamento para uma eventual nova gestão à frente do Distrito Federal.
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