Issy Quinan busca votos entre novatos e grupo articula candidatura alternativa à presidência da Alego
Deputado do MDB já teria pelo menos 16 votos; em outra frente, seis parlamentares tentam chegar a um nome de consenso e defendem o fim da reeleição
Bruno Goulart
A viagem de férias do governador Daniel Vilela (MDB) a Paris, na França, abriu espaço para uma mudança temporária no comando dos Poderes estaduais, mas também coincide com um período de negociações pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Enquanto Daniel está fora do Estado, acompanhado da família, com retorno previsto para 7 de novembro, o deputado estadual Issy Quinan (MDB) assumiu interinamente a presidência da Casa e trabalha para ampliar o apoio à sua candidatura. Pelo menos 16 deputados já teriam declarado voto no emedebista, a maioria deles novatos.
A estratégia de Issy é conquistar os parlamentares que vão assumir o primeiro mandato na próxima legislatura. Nas conversas, o deputado tem oferecido espaço nas comissões permanentes da Assembleia, que têm papel importante na análise de projetos e na fiscalização de diferentes áreas. Entre os nomes que já teriam fechado apoio estão Amarildo Pereira Filho (Novo), Edson Raiado (PSD), Graciele da Arte Trigo (Agir), Joscilene do Mangão (Agir), Keké da Vulcanis, Lucas Kitão (Mobiliza), Romário Policarpo (Cidadania) e Wellington Bessa (Mobiliza).
A aproximação com os novatos é uma das principais apostas do deputado para reunir votos suficientes. Além disso, Issy tem a proximidade política com Daniel Vilela, de quem é aliado e colega de partido. Terceiro deputado estadual mais votado em Goiás nas eleições deste ano, ele aparece entre os nomes cotados para suceder Bruno Peixoto (União Brasil). Apesar das movimentações, ainda evita confirmar publicamente uma candidatura. “Meu nome tem surgido com muita naturalidade, mas o momento é de reflexão e análise. Sou mais cauteloso”, afirmou ao O HOJE.
Issy é o primeiro vice-presidente da Casa e assumiu o posto na última quinta-feira (29), depois que Bruno Peixoto deixou o Legislativo para assumir o Governo de Goiás durante a ausência de Daniel.
Grupo tenta construir candidatura de consenso
Enquanto Issy busca ampliar sua lista de apoiadores, seis deputados começaram a se movimentar para apresentar uma candidatura alternativa. O grupo é formado por Charles Bento (MDB), Wilde Cambão (União Brasil), Cairo Salim (PSD), Jamil Calife (PP), Wagner Neto (Solidariedade) e Virmondes Cruvinel (União Brasil). A intenção é chegar a um nome em comum e reunir parlamentares de diferentes partidos em torno da candidatura.
O grupo também defende o fim da reeleição para a presidência da Assembleia. A proposta é limitar o mandato da Mesa Diretora a dois anos, sem possibilidade de reeleição. Para os deputados, a mudança garantiria maior alternância no comando da Casa e permitiria que outros parlamentares ocupassem a presidência. A discussão ganhou força com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo líder do Governo na Alego, Talles Barreto (União Brasil). Atualmente, o presidente pode ser reeleito duas vezes.
Comando do Estado
A ausência de Daniel Vilela provocou um revezamento no comando do Executivo estadual. O governador viajou para Paris na noite de 28 de outubro e deve retornar a Goiás em 7 de novembro. Bruno Peixoto assumiu o governo no período de 28 de outubro a 3 de novembro. Na sequência, de 4 a 7 de novembro, o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Leandro Crispim, ficará responsável pelo Executivo, já que Bruno também estará licenciado.
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