Britânia recebe autorização para exportar melancia, melão e abóbora
Município goiano passou por seis meses de monitoramento contra pragas e poderá atender mercados com exigências fitossanitárias
Britânia, no Vale do Araguaia, recebeu autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para exportar melancia, melão e abóbora. A medida permite que produtores do município atendam mercados internacionais com restrições fitossanitárias, incluindo Argentina, Paraguai e Uruguai, parceiros do Mercosul.
A autorização foi oficializada pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União em 2 de outubro. Com a decisão, Britânia passa a integrar o Sistema de Mitigação de Risco do ministério, após seis meses de monitoramento contra pragas.
A inclusão representa uma nova possibilidade de comercialização para os produtores da região. O controle fitossanitário é parte do processo necessário para atender às exigências dos mercados compradores.
Monitoramento sustenta autorização
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) mantém equipes em campo para realizar armadilhamento e vistorias sanitárias. O trabalho busca conter a mosca-das-frutas, uma praga quarentenária que exige controle rigoroso para a liberação das vendas externas.
Outros municípios produtores de Goiás também estão em processo de amostragem fitossanitária. A meta da agência é apresentar novos relatórios técnicos ao Ministério da Agricultura para ampliar o número de cidades goianas certificadas até 2027.
Esse acompanhamento reúne as informações sanitárias necessárias para sustentar a expansão das exportações. Em Britânia, o monitoramento antecedeu a autorização agora concedida pelo governo federal.
Fruticultura amplia mercados
Segundo a Agrodefesa, Goiás é o maior produtor de melancia do Brasil e exportou mais de 33 mil toneladas da fruta, além de cargas de melão e abóbora. Recentemente, os Emirados Árabes Unidos passaram a integrar a lista de compradores de cucurbitáceas goianas, grupo de plantas que inclui os três produtos autorizados em Britânia.
Na avaliação da Agrodefesa, a fruticultura tem capacidade de gerar mais empregos e maior valor agregado por hectare em comparação aos grãos e à pecuária. O órgão considera que a expansão da atividade fortalece a economia dos municípios e amplia a circulação de renda no interior.
A agência também associa esse desenvolvimento à permanência das famílias e dos produtores no campo. A autorização de Britânia integra esse movimento de ampliação das oportunidades comerciais, acompanhado por ações de vigilância e controle sanitário.
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