Halloween movimenta comércio com fantasias, decoração e produtos temáticos
Pesquisa aponta que 51% dos entrevistados consideram a data cada vez mais popular no Brasil
O Halloween, celebrado em 31 de outubro, amplia sua presença no calendário comercial brasileiro e abre oportunidades para diferentes segmentos do varejo. Fantasias, máscaras, perucas, doces, maquiagens, enfeites e artigos para festas integram uma cadeia de consumo que vai além das comemorações infantis e alcança jovens e adultos interessados em festas temáticas.
Para 2026, a Associação Brasileira de Artigos para Festas (Abrafest) projeta crescimento de 12% nas vendas relacionadas ao Halloween, segundo levantamento divulgado pelo Economic News Brasil em 22 de outubro. A estimativa indica espaço para o comércio de produtos sazonais, mas não representa um balanço de vendas já realizadas nem uma previsão para todo o varejo nacional.
Pesquisa divulgada pela Globo em outubro de 2026 mostra que 51% dos entrevistados concordam que o Halloween está se tornando cada vez mais popular no Brasil. Além disso, 55% consideram que a comemoração deixou de ser voltada principalmente às crianças e vem ganhando espaço entre jovens e adultos.
Fantasias e acessórios ampliam oportunidades no varejo
As roupas temáticas estão entre os principais produtos associados ao Halloween. Fantasias completas, máscaras, chapéus, perucas e acessórios atendem consumidores que participam de festas e eventos temáticos. Na pesquisa da Globo para 2026, 30% dos entrevistados manifestaram interesse em comprar ou consumir fantasias e acessórios. O percentual representa intenção de consumo, não vendas efetivamente realizadas.

Uma sondagem do Instituto Fecomércio do Distrito Federal, realizada entre 1º e 8 de outubro de 2026, ouviu 65 empresas de diferentes segmentos. Entre elas, 28% apontaram acessórios, como máscaras, chapéus e perucas, entre os itens com maior expectativa de saída. As fantasias infantis foram citadas por 21% dos lojistas, enquanto as fantasias para adultos apareceram em 15% das respostas.
Embora os resultados sejam restritos ao Distrito Federal, o levantamento ajuda a identificar tendências comerciais em um mercado regional próximo de Goiás.
Doces e confeitaria entram no calendário sazonal
Balas, chocolates, guloseimas embaladas e produtos de confeitaria temáticos também integram o mercado de Halloween. Os itens atendem famílias que distribuem doces às crianças, organizadores de festas e consumidores interessados em produtos decorados para a ocasião.
Para pequenos empreendedores, a data abre espaço para bolos, biscoitos e doces temáticos por encomenda. Supermercados e lojas de guloseimas, por sua vez, podem atender à procura por produtos prontos. Entretanto, os levantamentos consultados não apresentam uma estimativa nacional específica do faturamento com doces no Halloween de 2026.

Decoração e maquiagem diversificam o consumo
O mercado também inclui abóboras artificiais, teias decorativas, iluminação temática e enfeites para festas. Na pesquisa da Globo de 2026, 27% dos entrevistados demonstraram interesse em decoração e itens temáticos.
A maquiagem artística amplia as possibilidades de consumo com pinturas faciais, efeitos especiais e caracterizações inspiradas em personagens de terror. Esses produtos e serviços permitem que a data movimente diferentes segmentos, sem depender exclusivamente da venda de fantasias.
Como a procura se concentra nas semanas anteriores a 31 de outubro, o planejamento de estoque é importante para os comerciantes. Compras acima da demanda podem deixar mercadorias sem saída após a data, enquanto estoques insuficientes limitam as vendas no período de maior movimento.
Lojistas projetam crescimento e consumidores ampliam o interesse
A sondagem do Instituto Fecomércio-DF aponta que 85% dos 65 lojistas consultados esperavam crescimento de 5% a 20% nas vendas de Halloween em 2026, na comparação com o ano anterior. Em 2025, 74% dos entrevistados haviam indicado expectativa de aumento. Além disso, 63% dos comerciantes perceberam crescimento moderado do interesse dos consumidores pela comemoração nos três anos anteriores.
Em relação aos gastos, 51% dos lojistas esperavam que cada cliente desembolsasse entre R$ 51 e R$ 100, enquanto 43% projetavam compras de R$ 101 a R$ 150. Os valores representam expectativas dos comerciantes do Distrito Federal, e não uma média nacional de consumo.
A pesquisa também identificou que 48% dos entrevistados gostam quando empresas oferecem produtos, conteúdos ou experiências especiais relacionados à data. Outros 49% concordam que filmes, séries e referências da cultura pop aumentam o interesse pela comemoração.
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