Mercado de flores movimenta bilhões e ganha impulso com o Dia de Finados
Cadeia brasileira de flores e plantas ornamentais gerou R$ 21,23 bilhões em 2024
O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, coloca as floriculturas de Goiânia diante de um dos períodos sazonais do comércio de flores e plantas ornamentais. A procura por produtos para homenagens em cemitérios movimenta a venda de vasos, flores avulsas e coroas, enquanto os estabelecimentos precisam organizar a oferta para atender os consumidores nos dias que antecedem o feriado.
Na capital goiana, os preços já estão no radar dos consumidores. Pesquisa do Procon Goiânia, realizada entre 16 e 21 de outubro de 2026, identificou diferenças de até 299,33% nos valores de flores e plantas ornamentais. O levantamento analisou 28 itens em seis estabelecimentos comerciais e mostra como a comparação de preços pode fazer diferença nas despesas de quem pretende prestar homenagens nesta data.
O impacto comercial do feriado ocorre em um setor que movimenta bilhões de reais no país. Estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), aponta que a cadeia brasileira de flores e plantas ornamentais gerou R$ 21,23 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, alta de 9,95% em relação a 2023. A atividade também respondeu por cerca de 265 mil empregos.
Preços e variedade movimentam o comércio em Goiânia
A pesquisa do Procon identificou a maior diferença na margarida em vaso grande, comercializada entre R$ 15 e R$ 59,90. A variação de 299,33% mostra que produtos semelhantes podem apresentar preços bastante diferentes entre os estabelecimentos pesquisados.
O crisântemo vendido por unidade também registrou diferença expressiva: os valores oscilaram entre R$ 5 e R$ 15, variação de 200%. Já a kalanchoe em vaso médio e a margarida em vaso médio apresentaram variação de 166,67%, com preços entre R$ 15 e R$ 40.

No caso do crisântemo em vaso médio, os valores foram de R$ 18 a R$ 40, diferença de 122,22%. Entre os produtos pesquisados, o lírio em vaso grande teve variação menor, de 12,5%, com preços entre R$ 80 e R$ 90. A coroa de flores de tamanho médio custava de R$ 250 a R$ 300.
Os dados ajudam a dimensionar os diferentes valores envolvidos nas compras para Finados. Para as floriculturas, a variedade de produtos permite atender consumidores com orçamentos distintos. Para quem compra, comparar itens equivalentes e verificar o tamanho dos vasos e a quantidade de flores é uma forma de avaliar o custo-benefício.
Planejamento de estoque é decisivo para as floriculturas
Em datas de maior procura, o planejamento de compras é uma etapa importante para os comerciantes. Como flores e plantas ornamentais são produtos perecíveis, a organização do estoque precisa considerar a quantidade adquirida, as condições de armazenamento e o tempo necessário para a reposição.
A escolha das espécies também influencia a composição da oferta. Crisântemos, margaridas e kalanchoes aparecem entre os itens pesquisados pelo Procon em Goiânia, enquanto coroas de flores atendem a outra faixa de consumo. A diferença de preços entre produtos e apresentações exige que os estabelecimentos avaliem a procura esperada e os custos de aquisição.

Não há, até o momento, um levantamento público identificado que informe quanto as floriculturas de Goiás esperam faturar especificamente no Dia de Finados de 2026. Por isso, o tamanho da movimentação local deve ser avaliado sem projetar para o estado números registrados em outras regiões.
Setor nacional reúne produção, comércio e serviços
A dimensão econômica da floricultura vai além das vendas realizadas em datas comemorativas. O estudo do Cepea e do Ibraflor mostra que a cadeia brasileira alcançou PIB de R$ 21,23 bilhões em 2024, após registrar retração de 3,2% em 2023. O crescimento foi acompanhado pelo avanço de 4,6% no volume agregado e de 5,1% nos preços relativos.
A cadeia envolve diferentes etapas, desde o fornecimento de insumos e a produção agrícola até a distribuição, o comércio varejista e os serviços de decoração. Em 2024, o segmento de serviços de decoração teve crescimento de 22%, segundo o levantamento. O resultado contribuiu para o desempenho geral da atividade.
No mercado de trabalho, o setor registrou avanço de 0,65% no número de trabalhadores em 2024, o equivalente a aproximadamente 1,7 mil pessoas a mais. Ao todo, a cadeia empregou cerca de 265 mil pessoas no país.
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