Veículos eletrificados já representam quase 20% das vendas de carros no Brasil
Em setembro, o país registrou 53.126 emplacamentos de modelos eletrificados
O mercado de veículos eletrificados ganhou espaço no Brasil em 2026, impulsionado pelo aumento da oferta e pela procura por alternativas aos automóveis exclusivamente movidos a combustíveis fósseis. Entre janeiro e setembro, o país registrou 381.609 emplacamentos de veículos leves eletrificados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Em Goiás, foram 11.763 unidades no mesmo período, enquanto Goiânia concentrou 6.813 registros e ficou entre as dez capitais com maior volume de vendas.
O avanço regional acompanha uma mudança mais ampla no setor automotivo. Em setembro, os eletrificados responderam por 19,8% das vendas brasileiras de veículos leves, ante 9,2% no mesmo mês de 2025. Foram 53.126 unidades emplacadas no país, alta de 148,9% na comparação anual. Apesar da queda de 7,4% em relação a agosto, quando o segmento atingiu seu recorde mensal, o resultado de setembro foi o terceiro maior da série histórica da ABVE.
Brasil ultrapassa 1 milhão de eletrificados vendidos
Em setembro de 2026, o mercado brasileiro ultrapassou a marca de 1 milhão de veículos leves eletrificados vendidos desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. O acumulado chegou a 1.003.310 unidades, de acordo com a ABVE. O ritmo recente ajuda a dimensionar a expansão: somente nos nove primeiros meses deste ano, foram comercializados mais veículos desse tipo do que nos 12 anos entre 2012 e 2023, quando o total ficou em 220.431 unidades.
Os números também mostram que a eletrificação já representa uma parcela relevante do mercado automotivo. Em setembro, de cada 100 veículos leves vendidos no Brasil, quase 20 eram eletrificados. Considerando também os micro-híbridos, que não entram na classificação principal da ABVE por não terem tração elétrica autônoma, o volume chegou a 61.995 unidades no mês, equivalente a 23,1% do mercado de veículos leves.

Goiás ocupa a 10ª posição nacional
Goiás registrou 11.763 emplacamentos de veículos leves eletrificados entre janeiro e setembro de 2026, ocupando a décima posição entre os estados brasileiros. Apenas em setembro, foram 1.705 unidades, o que colocou o estado na 11ª colocação mensal. Os dados são da ABVE.
O desempenho coloca Goiás entre os mercados regionais que acompanham a expansão da mobilidade elétrica no país. Para o setor automotivo, o crescimento amplia a demanda potencial por serviços de manutenção, profissionais capacitados, equipamentos e infraestrutura de recarga. A consolidação desse mercado, porém, depende de fatores como preço dos veículos, disponibilidade de pontos de abastecimento elétrico e condições de uso nas cidades e nas estradas.
Goiânia concentra a maior parte das vendas goianas
A capital foi responsável por 6.813 emplacamentos de veículos eletrificados entre janeiro e setembro, ocupando a nona posição entre as capitais brasileiras. Em setembro, Goiânia registrou 936 unidades, cerca de 55% de todos os emplacamentos realizados em Goiás naquele mês.
O resultado demonstra a concentração das vendas na capital, embora outras cidades também tenham participação no avanço estadual. O crescimento da frota cria oportunidades para negócios ligados à instalação de carregadores, serviços automotivos e adaptação de estruturas residenciais e comerciais. Ao mesmo tempo, exige planejamento para ampliar a infraestrutura e atender à demanda crescente.

Elétricos puros e híbridos disputam espaço
No Brasil, os veículos 100% elétricos lideraram os emplacamentos de eletrificados em setembro, com 22.246 unidades, equivalentes a 41,9% do segmento. Os híbridos plug-in, que combinam motor elétrico e combustão e permitem recarga externa, somaram 20.202 unidades, ou 38%. Já os híbridos convencionais registraram 4.892 emplacamentos, enquanto os híbridos flex chegaram a 5.786.
A variedade de tecnologias permite atender diferentes perfis de consumidores, mas também torna a decisão de compra dependente de fatores como autonomia, custo de aquisição, possibilidade de recarga e rotina de deslocamento. Para empresas do setor, a expansão abre oportunidades comerciais, mas exige investimentos e adaptação à concorrência.
Com o Brasil ultrapassando 1 milhão de veículos leves eletrificados e Goiás somando quase 12 mil emplacamentos apenas nos nove primeiros meses de 2026, a mobilidade elétrica ganha relevância econômica. Em Goiânia, a concentração de vendas reforça o papel da capital nesse mercado e amplia a importância de acompanhar a infraestrutura e os serviços necessários para sustentar seu crescimento.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.