Flávio Bolsonaro teria tentado deixar o Brasil rumo aos EUA, diz site argentino
Relato aponta que senador teria seguido para a Argentina em direção aos Estados Unidos. Informação é contestada por Rogério Marinho após decisão do STF que restringiu a saída do parlamentar do país
Uma possível viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para fora do Brasil virou motivo de controvérsia nesta segunda-feira (26). O site argentino Infobae noticiou que o parlamentar teria cruzado a fronteira com a Argentina para embarcar em um jato particular com destino aos Estados Unidos. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, negou a informação. “Não saiu”, afirmou.
Segundo o veículo argentino, Flávio teria chegado à região de Puerto Iguazú, na província de Misiones, onde embarcaria durante a madrugada em uma aeronave Gulfstream G400. A reportagem do UOL consultou dados do Flightradar24 e identificou um voo entre Buenos Aires e Puerto Iguazú na noite anterior, mas não encontrou registros de partidas para os Estados Unidos na data mencionada. A assessoria de imprensa do senador foi procurada, mas não havia respondido até a publicação da notícia.
O episódio ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também estabeleceu a proibição de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. O despacho tramita sob sigilo.
Após a divulgação da medida, Flávio publicou um vídeo no qual afirmou que não pretendia deixar o país e que cumpriria a determinação judicial. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
A decisão do ministro teria considerado declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, sobre a possibilidade de Flávio deixar o Brasil caso perdesse a eleição. O conteúdo integral da ordem judicial, porém, não é público.
O senador também é alvo de apurações no STF relacionadas a suspeitas de irregularidades financeiras. Uma delas investiga possíveis pedidos de recursos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. As suspeitas envolvem uma quantia de pelo menos US$ 24 milhões e possíveis transferências para um fundo nos Estados Unidos associado a Eduardo Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma que a produção é financiada com recursos privados de origem legal.
Outra investigação envolve a relação entre Flávio e Willer Tomaz. Informações divulgadas pelo UOL apontam que mensagens e documentos analisados pela Polícia Federal indicariam que os dois teriam compartilhado uma conta no Santander, na qual o senador apareceria como “usuário master”. Ambos negam que mantivessem uma conta compartilhada.
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