Ornamentos auriculares podem aumentar o risco de rasgos na orelha

Postado em: 02-05-2022 às 09h22
Por: Redação
Existem dois tipos de fissuras: completas, aquelas que são rasgadas por inteiro e incompletas, as quais essas fissuras não vão até o final | Foto: Reprodução

Por Lanna Oliveira

A autoestima é parte importante da composição de um indivíduo, refletindo na área profissional, emocional, social e psíquica. É o que enxerga o médico cirurgião plástico Fernando de Nápole, e com isso ele entende o papel que exerce socialmente. Assim, por meio de intervenções estéticas ele busca devolver autoconfiança e apesar de muitos não saberem, fissuras do lóbulo da orelha é um problema simples de ser resolvido e que ainda causa muita insegurança. Tirando de mulheres e homens até o prazer de usar acessórios.

Ao longo da vida buscamos na estética apoio para a construção da autoestima e faz parte disso investir em roupas, sapatos e ornamentos que nos deixem mais bonitos. Mas nunca imaginamos que o uso excessivo de brincos, alargadores e afins podem causar problemas futuros. O médico Fernando de Nápole diz que é mais comum do que se imagina as fissuras de lóbulo de orelha. “Considerando a grande incidência de fissuras de lóbulo de orelha (FLOs) no mundo inteiro, é surpreendente a escassez de avaliações objetivas”, comenta.

Ele explica que existem dois tipos de fissuras: completas e incompletas. Nas primeiras, o lóbulo da orelha fica fissurado, ou seja, rasgado, até o seu final. Já na segunda, essa fissura não vai até o final. Sua ocorrência é facilitada pelo uso de brincos, ornamentos tradicionais em nossa cultura, que não possuem metais puros. O médico aconselha o uso de brinco de ouro puro nas pessoas que têm sensibilidade aos demais metais. “Dessa forma, evitaremos o processo inflamatório que ocorre no local”, diz.

Segundo Fernando, é a inflamação que facilita o ‘rasgar’ do lóbulo da orelha. “Sempre que essa região ficar vermelhinha, suspenda imediatamente o uso do brinco e inicie o uso de anti-inflamatório. Algumas vezes, antibióticos devem ser prescritos, mas sempre sob orientação médica”, indica. Brincos pesados também devem ser evitados. “Estimulamos o uso do sutiã de brinco para aliviar o peso no lóbulo da orelha”, complementa. No caso dos alargadores, também não há indicação, já que é um procedimento agressivo ao lóbulo.

Após a fissura, como recuperar o lóbulo da orelha? A cirurgia de correção é tecnicamente simples, sendo realizada sob anestesia local.  Complementar à ela, enxerta-se gordura nesse lóbulo para que ele retorne ao seu aspecto habitual. “Para os meus pacientes sempre indico procedimentos que alcancem um resultado satisfatório e natural, sempre prezando pela saúde e o bem-estar deles. Por isso falo com segurança que este procedimento é seguro e não é necessário medo ou insegurança”, tranquiliza o médico.

Após 2 meses, novo furo pode ser realizado para utilização do brinco adequado. Muito importante que esse furo seja realizado sob condições estéreis, a fim de evitar inflamação e infecção local.  Infelizmente, essa cirurgia envolve uma redução no tamanho do lóbulo da orelha, o que pode provocar assimetria em relação ao lado contralateral. Por isso, evitar essas ocorrências é sempre a melhor medida. “Evitar é sempre a melhor medida, mas caso haja, siga as orientações do seu médico”, finaliza o cirurgião plástico Fernando de Nápole.

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