Ironizando silêncio de empresário na CPI da Covid, Omar Aziz questiona sobre morte de Getúlio Vargas

'O senhor participou da morte de Getúlio Vargas?', o senador perguntou a Danilo Trento, que se recusou a responder à maioria das perguntas na sessão desta quinta-feira (23)

Postado em: 23-09-2021 às 19h25
Por: Giovana Andrade
'O senhor participou da morte de Getúlio Vargas?', o senador perguntou a Danilo Trento, que se recusou a responder à maioria das perguntas na sessão desta quinta-feira (23). | Foto: Reprodução

A sessão desta quinta-feira (23/09) da CPI da Covid foi marcada pelo silêncio do diretor institucional da Precisa Medicamentos, Danilo Trento — direito que lhe foi garantido por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A atitude do empresário irritou os senadores.

A falta de respostas para as perguntas do relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), fez com que o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), ironizasse a situação, perguntando se o depoente teve participação na morte de Getúlio Vargas, em 1954.

— Senhor Danilo Trento, eu tenho uma informação. A história diz que o ex-presidente Getúlio Vargas teria se matado. O senhor participou desse evento, da morte dele? — ironizou Omar.

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Neste momento, Trento puxou o microfone e respondeu que não, o que levou o presidente da CPI a afirmar que iria entender que, toda vez em que o empresário ficasse em silêncio, isso significaria um “sim”.

Danilo Trento é investigado por ter uma suposta relação com Francisco Maximiano, sócio-administrador da Precisa Medicamentos, que é representante no Brasil da Bharat Biontech, fabricante da vacina Covaxin. A investigação apura ainda o grau de envolvimento comercial do empresário com o suposto dono da FIB Bank, Marcos Tolentino, que o depoente confirmou conhecer há 15 anos. A FIB Bank foi a empresa escolhida pela Precisa para oferecer garantia no contrato de compra da vacina.

Durante a sessão desta quinta (23), em resposta às seguidas recusas do interrogado em falar, a CPI decidiu quebrar os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dele e do irmão, Gustavo Berndt Trento. Nos raros momentos em que se dispôs a responder às perguntas, ele negou ser o dono da Precisa e ter participado da negociação da Covaxin, mas foi vago sobre o papel que desempenhava na empresa.

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