Após pressão, presidente da Petrobras renuncia ao cargo

Postado em: 20-06-2022 às 10h16
Por: Luan Monteiro
José Mauro Coelho sai da estatal depois de críticas por causa de reajustes. | Foto: Reprodução

O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, renunciou ao cargo na manhã desta segunda-feira (20/6). O anúncio ocorreu após estatal realizar um reajuste nos preços do diesel e da gasolina. A saída de José Mauro Coelho foi informada durante uma reunião da diretoria.

Na última sexta-feira (17), a estatal aumentou em 5,18% o preço da gasolina vendida às distribuidoras. O diesel teve alta de 14,26%.

O reajuste foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus ministros. Bolsonaro disse na sexta-feira que iria propor, junto ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a formação de uma CPI para investigar o presidente, os diretores e os Conselhos administrativo e fiscal da estatal.

Lira chegou a pedir a renúncia de José Mauro. O presidente da Câmara também afirmou que o então presidente da Petrobras não tinha legitimidade e pratica “terrorismo corporativo”. Chamou a estatal de “criança mimada” e falou em tributar lucros.  

O governo federal já indicou novos nomes para o Conselho da Petrobras. A indicação de Caio Paes de Andrade, atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, foi confirmada pelo Ministério de Minas e Energia no último dia 9 de junho. Para ele assumir, no entanto, é necessária uma assembleia do Conselho de Administração.

Reajuste

Após o reajuste anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (17), alguns postos de combustíveis de Goiânia já começaram a praticar os novos valores nas bombas. O valor deve ser corrigido em todos os postos a partir desta segunda-feira (20), mas desde sábado, quando a medida começou a valer, a gasolina já pode ser encontrada por R$ 8,39 enquanto o diesel chegou próximo dos R$ 8 reais. Apesar de não ter havido correção para o preço do etanol, o combustível também sofreu um aumento.

A proposta do presidente Bolsonaro e da sua equipe econômica para reduzir o preço dos combustíveis foi frustrada por esse novo aumento, considerado ainda insuficiente pela estatal para alcançar a política de paridade internacional. A matéria aprovada pelo Congresso Nacional prevê o congelamento do ICMS tendo como expectativa uma redução de cerca de R$ 0,60 centavos. A variação para a gasolina, na última correção foi de R$ 0,15, enquanto o diesel subiu R$ 0,63.

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