“Foi um erro político dessa aliança”, afirma Vilmar Rocha sobre os três candidatos de Caiado ao Senado

Vilmar também comentou a pouca distribuição de recursos feita com o fundo eleitoral

Postado em: 27-09-2022 às 12h16
Por: Ícaro Gonçalves
Vilmar também comentou a pouca distribuição de recursos feita com o fundo eleitoral | Foto: O Hoje

Em sabatina promovida pelo jornal O Hoje nesta terça-feira (27/9), o candidato ao Senado Vilmar Rocha (PSD) comentou os desafios enfrentados após a confirmação de sua campanha, lançada ‘aos 45 minutos do segundo tempo’. O senadoriável também comentou o aliança formada em torno do governador e candidato à reeleição Ronaldo Caiado (UB), que conta com três candidatos ao Senado, mas predileção definida a nenhum.

“Foi um erro político dessa aliança lançar três nomes. E as consequência virão. Onde já se viu uma aliança ter três candidato a senador? está errado. Eu soube que é o único lugar do Brasil em que um governador disputando a reeleição tem três candidatos a senador. Não quero culpar ninguém, mas isso tem que se constatar. Isso gerou problemas para o PSD e para outros partidos”, declarou Vilmar.

Questionado sobre a quem cabia a decisão de unificar a chapa em torno de único nome, Vilmar defendeu a responsabilidade de Caiado. “Normalmente quem lidera a aliança é o candidato a governador. Ele que deveria ter tomado iniciativa e articular para ter apenas uma candidatura. E ele diz que não teve condições. Isso não foi legal.”

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Mesmo com as frustações da pré-campanha, o senadoriável reforçou seu apoio à Caiado. “Diante desses fatos eu ainda acho que a reeleição do atual governador é a melhor opção para Goiás. E eu falo isso mesmo sem fazer parte do governo, nós não somos da base. O que estou dizendo é muito forte e pensando no melhor para o estado. Foi por isso que escolher apoiar a reeleição”, finalizou.

Campanha tardia

Para Vilmar Rocha, as indefinições da pré-campanha e o lançamento tardio dificultam a consolidação de seu nome frente ao eleitorado.

“A rigor, uma campanha eleitoral é feita na pré-campanha, claro, sem pedir votos, mas pode fazer todas outras atividades. É o período para estruturar a campanha. No meu caso, eu não havia me preparado. Eu não era candidato, foi de última hora e o tempo era curto, só de 45 dias. Diante de uma emergência eu decidi assumir a candidatura. Uma decisão de coragem. Mas eu estou tranquilo, diante da possibilidade de discutir o que é melhor para Goiás e para o Brasil”, disse o candidato.

Vilmar ainda comentou a pouca distribuição de recursos feita com o fundo eleitoral. “A falta de recursos é grande demais. Talvez se eu tivesse maior disponibilidade de recursos eu conseguisse dar maior visibilidade a minha candidatura. Eu estava vendo nos jornais que 30% no Brasil dos candidatos não receberam nenhum recurso do fundo eleitoral. Aqui em Goiás nos estamos vivendo um problema grave da falta de recursos inclusive do PSD”, alegou.

“Primeiro que os candidatos criam uma expectativa muito grande que depois não se concretiza, segundo que nós precisamos discutir quais são os critérios para distribuição do fundo. Não tem critérios. É um problema, muitas dificuldades, muitas reclamações algumas legitimas outras nem tanto. É preciso estabelecer critérios para distribuição de recursos. Não dá pra continuar desse jeito”, comentou o candidato.

Leia também: Vilmar Rocha substitui Lissauer e entra para disputa ao Senado

Intenções de voto

O senadoriável apareceu em 7º lugar na mais recente pesquisa de intenções de voto promovida pelo Serpes/O Popular, com 2,5% da preferência do eleitorado goiano. Marconi Perillo (PSDB) lidera a disputa com 25,3%, contra o segundo colocado Delegado Waldir (UB), com 13%. Na sequência aparecem Wilder Morais (PL), com 11,1%; João Campos (Republicanos), com 5,7%; Alexandre Baldy (PP), com 5,2%, e Denise Carvalho (PCdoB), com 4,9%.

A pesquisa ouviu 801 pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número GO-09662/2022 e no e no TSE sob o protocolo BR04791/2022.

A sabatina pode ser acompanhada ao vivo pelo canal O Hoje News, no Youtube. Confira:

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