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Esporte

Adson Batista torce por volta aos treinos e discute o futuro do clube

Postado em: 20-05-2020 às 18h30
Adson quer Atlético considerado campeão caso o Campeonato Goiano não retorne; presidente respondeu a pergunta de torcedores em uma “live” - Foto: Divulgação

Felipe André

Em tempo de pandemia, o Atlético Goianiense tratou de estreitar o laço com o torcedor. O presidente do clube rubro-negro, Adson Batista, realizou uma “live” através do Instagram oficial da equipe com direito a pergunta de torcedores e esclareceu assuntos relacionados ao futuro do time de Campinas, bem como em relação a contratações, reformas no Accioly e uma possível volta aos treinos e do Campeonato Goiano.

O assunto em alta no futebol brasileiro é o possível retorno aos treinamentos. Grêmio e Internacional iniciaram as atividades no Rio Grande do Sul, mas em outros estados não tem sido tão fácil assim, como no Rio de Janeiro, onde Fluminense e Botafogo são contra os treinos, enquanto Flamengo e Vasco pressionam o governo, até o federal, para conseguir as liberações. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado seguiu com o veto ao futebol.

“Se dependesse de mim e dos atleticanos, não tenho dúvidas de que estaríamos treinando, mas estamos dependendo dos órgãos de saúde. Esperamos que eles possam avaliar com muito critério e muito cuidado, precisamos sinalizar ao Brasil que estamos prontos. Os protocolos são de muita exigência e nós estamos em condição de oferecer saúde aos jogadores e voltar a treinar. Todos têm condições e ciência disso, já assinaram um termo de responsabilidade, é um desejo mútuo dos atletas e da comissão técnica que a gente precisa voltar o quanto antes”, destacou Adson Batista.

Se o Campeonato Goiano não retornar, Adson acredita que o Atlético precisa ser declarado o campeão de 2020. Líder na fase de grupos, o clube era considerado o favorito e havia vencido o rival Goiás no primeiro duelo entre ambos.

“Tenho conversado com a Federação. Acho que o Atlético tem que ser homologado campeão. Não quero ser oportunista, mas espero o bom senso da FGF e que todos respeitem o que foi feito dentro de campo até aqui. Mais da metade do campeonato foi disputado. Se não tiver campeonato, tem que homologar o Atlético Goianiense como vencedor. Vejo isso como justiça”, ressaltou o presidente do clube.

Clube-empresa

Cada vez mais próximo de tirar o Atlético Goianiense S/A do papel, o clube aguarda o novo CNPJ e a aprovação do projeto no Senado. Com a possibilidade até de ser comprado, como é comum na Europa, ou de vender ações na bolsa de valores, Adson Batista revelou não ter pressa para dar esse passo.

“O Atlético apenas se preparou para o futuro. Essa é uma oportunidade que pode acontecer no futuro, só podemos analisar – investidores – quando chegar uma proposta. Eu sou contrário a passar o controle total para um investidor, ninguém aqui vai pensar em vender o clube e passar o clube sem ouvir a todos. Estamos apenas pensando no futuro, pode acontecer, só não queremos perder a oportunidade”, destacou Adson.

Sócio-torcedor

Grande arma de publicidade do Goiás na última e nesta temporada, o sócio-torcedor voltou a ser tema de debate no Atlético. Questionado por um torcedor sobre a criação de alguns planos, Adson Batista admitiu a possibilidade, mas não para um futuro próximo e revelou estudos para a criação de um carnê, que é válido para toda a temporada, e que é utilizado com maior frequência na Europa.

“É um interesse muito grande do Atlético pensar no sócio-torcedor, mas talvez nesse momento de pandemia o Atlético vai ser o clube que menos vai sofrer. Todos os clubes inseriram nos orçamentos o sócio-torcedor e a bilheteria - de dia de jogo -, agora nesse momento com todas as nossas dificuldades, eu vejo que o Atlético com seu orçamento pequeno, o menor da Série A, não conta com bilheteria e nem com sócio-torcedor”, destacou o presidente do rubro-negro goiano.

“A nossa torcida está em processo de recuperação, até os anos 70 o Atlético tinha a maior torcida do estado, ficou um período muito grande com muitas dificuldades. Nessa nova administração de 15 anos até hoje, o nosso grupo de conselheiros estamos buscando recuperar o Atlético e a nossa torcida. Tínhamos um processo em análise de criar um carnê para valorizar o torcedor fiel, que possamos cobrar um ingresso mais caro contra os maiores clubes, tudo seria pensado nesse momento. No retorno do futebol teremos dificuldade em contar com o torcedor, nossos três ou quatro mil fiéis fazem a diferença. Essa pandemia exige de todos um pensamento diferente”, completou Adson.  

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