quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Novo Recorde

Número de trabalhadores ativos em Goiás é o maior desde 2012

Com o resultado, o estado alcançou o quarto maior nível de ocupação do país, com 63,6%

Ícaro Gonçalvespor em
Número de trabalhadores ativos em Goiás é o maior desde 2012
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior

O mercado de trabalho em Goiás está aquecido e atingiu no último ano o maior número de trabalhadores contratados da história. Até o encerramento do último trimestre de 2023, o quantitativo chegava a 3,848 milhões de goianos ocupados, o maior desde o início da série histórica trimestral iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e apurada pelo Instituto Mauro Borges (IMB).

Com o resultado, o estado alcançou o quarto maior nível de ocupação do país, com 63,6%, ficando atrás apenas do Mato Grosso do Sul (63,9%), Santa Catarina (66,1%) e Mato Grosso (66,2%). Além disso, Goiás também superou a média brasileira (57,6%) e atingiu o segundo melhor resultado da série histórica goiana.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento no número de ocupados no estado foi de 5,3%. Isso corresponde a um incremento absoluto de cerca de 192 mil pessoas ocupadas, e coloca Goiás na segunda posição entre os estados com maior crescimento em todo o país.

A taxa de informalidade das ocupações também registrou nova queda e atingiu o menor patamar desde 2016. Segundo os dados da PNAD, os informais caíram de 37,4% no terceiro trimestre de 2023 para 37,2% no quarto trimestre do mesmo ano. No ano, a taxa de informalidade goiana ficou em 38,2% em 2023. No país, a taxa de informalidade ficou em 39,2% no ano de 2023.

A taxa de informalidade considera as seguintes categorias: empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhadores familiares auxiliares.

Já o emprego formal registrou estabilidade na comparação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2022. O trabalhador por conta própria com CNPJ, com estimativa de 288 mil trabalhadores, aumentou em 49 mil pessoas (20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior). Entretanto, em relação ao trimestre anterior, não houve variação estatisticamente significativa.

“O Governo de Goiás segue investindo em políticas públicas de capacitação e qualificação dos cidadãos. Tais esforços, consequentemente, resultam no direcionamento dos goianos para melhores oportunidades de emprego e aumento de renda, impulsionando cada vez mais o desenvolvimento econômico e social em nosso estado”, afirma o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.

Desocupados, desalentados e rendimento

No último trimestre de 2023 a taxa de desocupação em Goiás foi de 5,6%, o menor desde o primeiro trimestre de 2015. O estado apresentou uma variação de 0,3 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior, com uma redução de cerca de 10 mil desocupados. No comparativo entre o quarto trimestre de 2023 com o mesmo período do ano anterior, onde a taxa de desocupação registrava 6,6%, houve uma variação de 1 ponto percentual, com a queda de 33 mil pessoas desocupadas no estado.

Já o número de pessoas desalentadas, ou seja, aquelas pessoas que estavam sem ocupação e não buscaram por um trabalho, foi o menor desde o quarto trimestre de 2015. A taxa de desalentados atingiu 1,1% em Goiás, no último trimestre de 2023, enquanto a média brasileira foi de 3,1%. No comparativo com o mesmo trimestre do ano anterior, o estado apresentou uma redução de 22 mil pessoas desalentadas.

O rendimento mensal habitual médio real em Goiás no último trimestre do ano apresentou variação de 1%, na comparação com o trimestre anterior, e atingiu o valor de R$ 3.047, superando pelo quarto trimestre consecutivo a média brasileira.

Ainda no último trimestre de 2023, a variação dos rendimentos, na comparação com o mesmo período do ano anterior, foi de 5,7%, valor que representou aumento de R$ 164. Nesse mesmo indicador, a média de crescimento do rendimento real no Brasil foi de 3,3%.

“O maior indicador de bem-estar do estado é a sua capacidade de gerar emprego, e, em 2023, esse indicador foi acompanhado pelo aumento da renda. Goiás apresenta um círculo virtuoso de crescimento, geração de emprego e aumento de renda que desejamos continuar observando ao longo de 2024”, destaca o diretor-executivo do IMB, Erik Figueiredo.

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