sexta-feira, 1 de maio de 2026
52ª POSIÇÃO

Brasil supera EUA pela 1° vez em ranking de liberdade de imprensa

O Brasil avançou cinco colocações e alcançou a 52ª posição no ranking enquanto os EUA ocupam o 64ª lugar

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 30 de abril de 2026
brasil
Foto: Inja Pavlić/ Unplash

O Brasil alcançou a 52ª posição no ranking mundial de liberdade de imprensa e, pela primeira vez, aparece à frente dos Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que avalia 180 países.

O avanço brasileiro representa uma subida de cinco colocações em relação ao ano anterior e consolida uma recuperação iniciada após 2021, quando o país atingiu seu pior desempenho, na 111ª posição. A RSF aponta que a evolução está ligada a medidas institucionais, como a apuração de crimes contra jornalistas e a ausência de assassinatos de profissionais da imprensa desde 2022, além de mudanças no ambiente político.

Mesmo com o progresso, o Brasil ainda aparece na faixa considerada sensível, indicando que persistem fragilidades estruturais. No cenário regional, a América Latina segue pressionada por episódios de violência e interferência política.

 

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Enquanto isso, os Estados Unidos seguem em trajetória de queda e aparecem agora na 64ª posição, acumulando recuos consecutivos nos últimos anos. O relatório atribui o desempenho à combinação de fatores econômicos, perda de credibilidade junto ao público e pressões políticas sobre a imprensa. Segundo a organização, “o presidente dos EUA, Donald Trump, transformou seus repetidos ataques à imprensa e aos jornalistas em uma política sistemática”.

O estudo destaca ainda que o cenário global se deteriorou e atingiu o nível mais crítico das últimas décadas. Mais da metade dos países avaliados enfrenta condições difíceis ou muito graves para o jornalismo. A RSF alerta: “O próprio jornalismo está morrendo, sufocado pela retórica política hostil aos repórteres, enfraquecido por uma economia midiática em dificuldades e pressionado pela instrumentalização de leis contra a imprensa”.

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